Mapas indicam chuvas presentes em todas as regiões do país, porém com anomalias negativas predominando.
Foto por: Scot Consultoria
Os mapas indicam acumulados elevados sobre o Amazonas, Acre, Rondônia e Sudoeste do Pará, com totais entre 100mm e 200mm, com os maiores volumes se concentrando no Amazonas e no Acre. No entanto, o mapa de anomalias mostra que na maior parte do território, essas chuvas ocorrerão abaixo da média histórica.
Isso sugere um regime chuvoso ativo, porém menos persistente do que o típico para janeiro.
Nas demais áreas do Pará, Roraima, Amapá e Tocantins, os acumulados existem, porém com anomalia negativa mais evidente, indicando chuvas irregulares e maior espaçamento entre eventos, com volumes entre 40mm e 100mm.
Na região Central e Sul do Maranhão, bem como no extremo Sudoeste do Piauí e no Oeste e Sul da Bahia, ainda deverão ser registrados volumes relevantes de chuva, na casa dos 70mm. No entanto, o mapa de anomalias indica desvios negativos, mostrando que, embora chova, os volumes não devem atingir o esperado para o período (com exceção do Sul da Bahia).
Nessas regiões, apesar de as condições ainda serem consideradas favoráveis para as lavouras de soja e milho, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - com exceção do Noroeste Maranhense, que já apresenta condições de baixa restrição (falta de chuva) -, o mês de janeiro iniciou com umidade do solo abaixo do ideal, somada às chuvas abaixo da média, o desenvolvimento das culturas de verão pode ser retardado.
Nas demais regiões desses estados, assim como no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, os acumulados permanecerão baixos, abaixo de 25mm, com áreas que não superam 10mm. Há ocorrência de chuvas pontuais, porém insuficientes para alterar o quadro geral de déficit.
Os mapas apontam bons volumes de chuva acumulada em Mato Grosso (entre 75mm e 120mm), com os maiores acumulados na região Noroeste do estado. Mas há anomalias negativas bem definidas, isso indica que o regime de verão está ativo, porém menos organizado, com chuvas intensas em curtos períodos.
Mato Grosso do Sul e Goiás também devem apresentar um cenário de chuvas abaixo do habitual, porém seus volumes serão inferiores, na média de 65mm em Mato Grosso do Sul e 75mm em Goiás, com pontos isolados em Goiás que podem chegar a 100mm.
Os acumulados serão mais elevados em São Paulo e Sul de Minas, mas o mapa de anomalias evidencia que toda a região deve operar abaixo da média histórica.
São Paulo deve registrar acumulados moderados a elevados, porém distribuídos de forma irregular, entre 75mm e 125mm, quanto mais a Leste, maior os acumulados.
Minas Gerais também terá chuvas mal distribuídas, o Sul do estado pode registrar até 75mm no acumulado, mas conforme se avança para o Norte, as médias diminuem, ficando na casa dos 55mm. Existem pontos isolados do Norte e Leste que não devem superar os 40mm.
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a chuva ocorrerá com volumes mais modestos, próximos aos 40mm.
Os três estados da região devem registrar volumes semelhantes de chuva, entre 80mm e 125mm. Os menores acumulados ficam nos extremos da região Sul e aumentam em direção a Santa Catarina que deve registrar os maiores acumulados.
Em relação as anomalias, elas serão positivas em grande parte do território, com exceção do Norte do Paraná.
Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista de 7/1/2026 até 22/1/2026 (mm).
Fonte: Agricultural Weather Insights
Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista de 7/1/2026 até 22/1/2026 (mm).
Fonte: Agricultural Weather Insights
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