Escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel pode afetar a exportação.
Foto por: Freepik
O bombardeio do Irã por Israel e Estados Unidos resultou no fechamento do Estreito de Ormuz.
Figura 1.
Mudança na rota de comércio entre o oriente e o ocidente.
Fonte: Análises CZ | Elaboração: Scot Consultoria (IA)
O bloqueio do Estreito de Ormuz afeta a ligação marítima da região. A rota alternativa destacada na figura 1 pode acrescentar até três semanas às viagens, com aumento aproximado de 3,5 mil milhas náuticas, cerca de 6,5 mil km (figura 1), elevando custos e dilatando prazos.
O Oriente Médio é o principal importador do milho brasileiro. Em 2025, os países que compõem a região adquiriram 12,9 milhões de toneladas do grão, equivalente a 31,5% da exportação brasileira (figura 2).
Figura 2.
Volume de milho exportado, entre 1997 e 2026*, ao Oriente Médio**, em milhões de toneladas.
*Até feveriro de 2026
** Considerando: Irã, Arábia Saudita, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuweit, Emirados Árabes Unidos, Israel, Barein, Omã, Líbano, Catar e Síria.
Fonte: Secex | Elaboração: Scot Consultoria
Em 2025, o milho foi o segundo produto mais exportado para a região posição. A carne de frango foi o primeiro produto. As vendas externas do grão somaram US$2,78 bilhões, e as de carne de frango totalizaram US$3,07 bilhões.
Das 41,0 milhões de toneladas de milho exportadas pelo Brasil, o Irã respondeu por 22,0% deste volume, com cerca de 9,0 milhões de toneladas. No acumulado até janeiro de 2026, os embarques para o mercado iraniano foram de 10,4 milhões de toneladas, gerando faturamento de US$ 2,29 bilhões (figura 3).
Figura 3.
Volume de milho exportado para o Irã, mês a mês de janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, em mil toneladas.
Fonte: Secex | Elaboração: Scot Consultoria
A guerra interrompe as rotas comerciais, eleva os custos de frete e cria dificuldades de toda ordem que podem comprometer os embarques.
Esse cenário ganha relevância no caso do milho, pois a exportação é um canal de escoamento da produção. O tempo de duração da guerra será determinante para a cotação do milho, que vinha pressionada desde dezembro de 2025 e vinha reagindo desde fevereiro de 2026.
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