Mesmo após o ajuste em relação ao recorde de abril, referência em São Paulo segue entre R$345,00 e R$355,00/@; demanda interna, exportações e postura do pecuarista devem ditar o ritmo dos preços em junho.
O mercado do boi gordo encerrou maio com dois dias seguidos de alta, após um mês de quedas nos preços, movimento considerado sazonal pela Scot Consultoria.
A maior oferta de bovinos e as incertezas no mercado internacional contribuíram para o ajuste, mas, no fim do mês, algumas praças já apresentaram sinais de sustentação. Em São Paulo, a arroba trabalha entre R$345,00 e R$355,00, abaixo do recorde de abril, mas ainda em patamar mais favorável que o observado no ano passado.
Para junho e julho, a expectativa é de preços próximos de R$345,00 a R$350,00/@, com possibilidade limitada de alcançar R$360,00/@ no curto prazo. A demanda no varejo, o consumo na primeira quinzena do mês, a concorrência com frango e suíno e o possível efeito da Copa do Mundo sobre o consumo de carne bovina devem ser os principais fatores de atenção no mercado interno.
No mercado externo, a China segue como principal ponto de incerteza, diante da expectativa de preenchimento da cota de carne bovina brasileira entre junho e julho. Para o pecuarista, a orientação depende da realidade da fazenda: quem precisa comprar reposição pode aproveitar a venda agora, enquanto quem consegue manter os animais no sistema, considerando os custos, pode encontrar uma janela melhor de preços no segundo semestre.
Matéria originalmente publicada em: Boi gordo encerra maio com mercado dando sinais de sustentação
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