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Scot Consultoria

Protocolo impõe mudança e traz benefícios ao mercado de carne no Brasil


Quinta-feira, 14 de maio de 2015 - 16h23

Na última quinta-feira, 14/05, em Brasília, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, assinaram o Protocolo Angus. O termo, viabilizado com a recente implementação da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA - banco de dados onde ficarão reunidos todos os dados do agronegócio brasileiro), é resultado de anos de negociação e implica em uma revolução na gestão e identificação da carne Premium de origem da raça Angus comercializada no Brasil.


O acordo, assinado na presença de representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, é o primeiro do gênero no país e dá início a uma nova era de transparência, informação e segurança aos consumidores de cortes de alta qualidade. A partir de então, as carnes brasileiras só poderão estampar em seus rótulos a procedência genética do animal (raça) quando submetidas a rígidos procedimentos de controle conduzidos sob gestão da CNA e fiscalizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


A parceria entre a Angus e a CNA também permite a ampliação e conquista de novos mercados, uma vez que a adoção de um regramento mais rígido para a rotulagem de procedência genética da carne deve resultar em novos clientes para carne brasileira. Antes, a falta de legislação específica e de informações compartimentadas sobre o setor impediam o Brasil de exportar carnes com essas características, por exemplo, para a União Europeia.


A conquista de mercados internacionais para os cortes Angus brasileiros também deve trazer importante reflexo ao mercado doméstico. Segundo o  gerente do Programa Carne Angus, Fábio Schuler Medeiros, escoando a produção para novos clientes externos, a tendência é o crescimento da valorização dos novilhos agregando ainda mais renda ao produtor rural.


Além disso, no mercado interno a mudança põe fim à concorrência desleal imposta aos frigoríficos idôneos que participam de Programas de Certificação, já que muitos cortes sem a procedência acabavam prejudicando a imagem das raças. "Medidas como essa ajudam a organizar um mercado onde, hoje, todo mundo pode colocar informações no rótulo da carne dizendo que é de determinada raça sem uma efetiva fiscalização", pontuou Weber, presidente da Angus.


Atualmente, os produtos que contêm o selo de certificação da Associação Brasileira de Angus já garantem aos consumidores a identidade (Carne exclusivamente de animais Angus e cruza Angus) através de processo de certificação conduzido por técnicos da entidade nas unidades frigoríficas credenciadas. Participam desse processo as empresas JBS, JBSFoods, Marfrig, Frigorífico Silva, Cotripal, VPJ Alimentos, MCDonalds, Cia Zaffari, Frigorífico Verdi, Frigorífico São João, Frigol S/A e Cooperaliança.


Fonte: equipe Scot Consultoria, com informações da assessoria de imprensa CNA e imprensa Angus.



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