Apesar da estabilidade na comparação dia a dia, a semana encerrou sob pressão de baixa, influenciada por consumo fraco, escalas de abate confortáveis e indústria cautelosa nas compras.
Foto: Scot Consultoria
Na comparação feita dia a dia, estabilidade para todas as categorias. Apesar disso, aquela semana foi marcada por queda.
Em relação ao fechamento da semana anterior, a cotação do boi gordo e do "boi China" caiu 1,7%, a da vaca, 1,2%, e a da novilha, 1,8%.
O movimento refletia a postura cautelosa dos compradores, com escalas de abate confortáveis, superiores a uma semana, e sem necessidade de ampliar as programações.
O consumo interno mais fraco, típico do fim do mês, limitou o escoamento da carne e levou as indústrias a controlarem melhor os estoques. Mesmo os frigoríficos exportadores atuaram com cautela, enquanto aqueles mais dependentes do mercado interno buscaram negociar a preços menores.
Do lado da oferta, a ponta vendedora manteve a estratégia de escalonar as entregas dos lotes, mas de maneira menos intensa. Houve maior flexibilidade para negociações em preços menores. Com isso, especialmente nas regiões onde a oferta aumentou ou onde havia maior necessidade de venda, as compras ocorreram a preços menores.
Para aquela sexta-feira, os fundamentos permaneceram os mesmos. A pressão baixista continuava presente e o mercado ainda trabalhava com expectativa de novas quedas.
O boi gordo está cotado em R$342,00/@, a vaca em R$318,00/@ e a novilha em R$329,00/@.
O “boi China” está cotado em R$347,00/@. Ágio de R$5,00/@.
As escalas de abate estão, em média, para nove dias.
Já havia negócios fechados abaixo das cotações vigentes, contudo, sem volume suficiente para se tornar referência.
A demanda e a oferta estavam equilibradas, com isso, a cotação não mudou.
As escalas de abate atendiam, em média, 10 dias.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 26/6/2025.
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