Scot Consultoria
www.scotconsultoria.com.br

Mercado do boi gordo: estabilidade em São Paulo

por Rodrigo De Mundo
26/06/2026 - 15:30

Na comparação feita dia a dia, estabilidade para todas as categorias. Apesar disso, aquela semana foi marcada por queda. 

Em relação ao fechamento da semana anterior, a cotação do boi gordo e do "boi China" caiu 1,7%, a da vaca, 1,2%, e a da novilha, 1,8%.

O movimento refletia a postura cautelosa dos compradores, com escalas de abate confortáveis, superiores a uma semana, e sem necessidade de ampliar as programações. 

O consumo interno mais fraco, típico do fim do mês, limitou o escoamento da carne e levou as indústrias a controlarem melhor os estoques. Mesmo os frigoríficos exportadores atuaram com cautela, enquanto aqueles mais dependentes do mercado interno buscaram negociar a preços menores.

Do lado da oferta, a ponta vendedora manteve a estratégia de escalonar as entregas dos lotes, mas de maneira menos intensa. Houve maior flexibilidade para negociações em preços menores. Com isso, especialmente nas regiões onde a oferta aumentou ou onde havia maior necessidade de venda, as compras ocorreram a preços menores.

Para aquela sexta-feira, os fundamentos permaneceram os mesmos. A pressão baixista continuava presente e o mercado ainda trabalhava com expectativa de novas quedas.

O boi gordo está cotado em R$342,00/@, a vaca em R$318,00/@ e a novilha em R$329,00/@.

O “boi China” está cotado em R$347,00/@. Ágio de R$5,00/@.

As escalas de abate estão, em média, para nove dias.

Já havia negócios fechados abaixo das cotações vigentes, contudo, sem volume suficiente para se tornar referência.

Bahia

A demanda e a oferta estavam equilibradas, com isso, a cotação não mudou.

As escalas de abate atendiam, em média, 10 dias.

Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 26/6/2025.