Rota mineira mostrou propriedades em expansão, com foco em compost barn, genética, eficiência produtiva e integração entre leite, agricultura e gestão de dejetos.
Foto: Bela Magrela
Depois de iniciar sua primeira rota pelo estado de Goiás, no dia 8 de junho, a equipe técnica da Ordenha Brasil, pesquisa expedicionária da Scot Consultoria, seguiu para Minas Gerais, onde realizou a segunda semana de visitas entre os dias 15 e 19 de junho.
Ao longo do período, foram visitadas propriedades leiteiras em Abadia dos Dourados, Lagoa Formosa, Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza, Coromandel e Uberlândia. A rota contemplou diferentes perfis e estágios de produção.
Apesar das diferenças em escala, estrutura e estágio de investimento, as propriedades visitadas apresentaram pontos em comum que ajudam a caracterizar a atividade leiteira nas regiões percorridas em Minas Gerais. A intensificação produtiva foi uma das principais marcas da rota, com forte presença de sistemas compost barn, uso de ordenhas de maior capacidade, investimento em conforto animal, ventilação, manejo de dejetos e melhor aproveitamento da estrutura disponível.

Foto: Bela Magrela
Outro ponto recorrente foi a busca por aumento de produtividade por vaca. Em várias propriedades, a expansão da produção não ocorre apenas pelo aumento do número de vacas, mas também pelo avanço em genética, reprodução, manejo nutricional e controle de indicadores. O uso de sêmen sexado, transferência de embriões, seleção de matrizes e estratégias para acelerar a evolução do rebanho foram observados em diferentes fazendas.
A integração entre leite e agricultura também é observada no estado. A produção própria de silagem aparece como base da atividade, especialmente em propriedades que contam com área agrícola estruturada. Em alguns casos, a disponibilidade de terra e a produção de volumoso são fatores que favorecem novos projetos de expansão. Em outros, o relevo e a distância entre áreas produtivas aparecem como limitantes para o crescimento.

Foto: Bela Magrela
A gestão dos dejetos foi outro tema frequente. Parte das fazendas já utiliza a separação de sólido e líquido, fertirrigação, biodigestores, reaproveitamento de água e geração de energia. Em algumas propriedades, essas soluções deixam de ser apenas ferramentas ambientais e passam a integrar a estratégia econômica da operação, reduzindo custos, melhorando o aproveitamento dos resíduos e fortalecendo a agricultura.
As visitas em Minas Gerais também evidenciaram um setor em rápida transformação. Muitas propriedades partiram de sistemas menores e passaram por processos recentes de intensificação. Em vários casos, o crescimento ocorreu em poucos anos, impulsionado por investimentos em estrutura, tecnologia, pessoas e planejamento. A profissionalização da gestão, o treinamento das equipes e o acompanhamento de dados produtivos e reprodutivos aparecem como elementos centrais para sustentar esse avanço.

Foto: Bela Magrela
A rota mineira mostrou ainda que a atividade leiteira no estado combina tradição familiar, capacidade de adaptação e forte apetite por expansão. Mesmo em fazendas onde o leite começou como uma atividade complementar, a intensificação e os ganhos de escala fizeram da produção leiteira um eixo estratégico do negócio. Ao mesmo tempo, gargalos como a disponibilidade de energia elétrica, a necessidade de ampliação da capacidade de ordenha, a expansão dos bezerreiros, a implementação de sistemas de recria fechada e os custos de implantação seguem como desafios comuns entre os produtores visitados.

Foto: Bela Magrela
Com a conclusão das visitas em Minas Gerais, a equipe técnica da Ordenha Brasil segue para a etapa final da pesquisa expedicionária. Nesta semana, as visitas serão encerradas no Paraná.
Acompanhe o perfil da expedição no Instagram.
Estão conosco na estrada:
Coorganização:
Patrocinador:
Montadora:
Agência Responsável:
<< Notícia AnteriorReceba nossos relatórios diários e gratuitos