O mercado encerrou a semana com altas nas cotações, mas com negociações em ritmo cauteloso, pecuaristas firmes nas pedidas, escalas mais curtas e exportações sustentando preços.
Foto: Bela Magrela
O mercado iniciou a sexta-feira calmo, com poucos negócios. O planejamento da ponta compradora era adquirir boiadas conforme a necessidade, de maneira escalonada. Aqueles que ofertavam abaixo das referências vigentes não fechavam negócios.
Já a ponta vendedora esteve firme e não negociava a preços menores. A passagem da frente fria na última semana, acompanhada de chuvas, sustentou as condições das pastagens e proporcionou aos pecuaristas uma postura mais firme, permitindo aguardar melhores condições de pagamento para entregar as boiadas.
Nesse contexto, entre a tarde de quinta-feira (28/5) e a manhã de sexta (29/5), a cotação do “boi China” e a da novilha subiram R$2,00/@ e R$3,00/@, respectivamente. Para o boi gordo e a vaca, estabilidade.
As escalas de abate, que vinham confortáveis entre o fim da terceira semana e o início da quarta, perderam força.
No período, as escalas de abate atendiam, em média, a oito dias, e não havia interesse em alongá-las. O posicionamento majoritário era de cautela, enquanto aguardavam o desenrolar da próxima semana, que viria acompanhada do pagamento dos salários, fator que podia estimular negócios caso houvesse melhora das vendas de carne.
Para os exportadores, o bom volume embarcado e os bons preços pagos pela tonelada de carne contribuíam para a firmeza das cotações.
O mercado esteve firme e a referência não mudou.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 29/5/2025.
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