Oferta crescente e escalas confortáveis mantêm pressão sobre o mercado, mesmo com melhora no consumo e exportações aquecidas.
Foto: Bela Magrela
Na comparação feita dia a dia, o boi gordo e o “boi China” recuaram R$2,00/@. Para a vaca e a novilha, estabilidade.
Apesar da melhora nas vendas de carne no mercado interno em relação à semana passada e do bom desempenho das exportações, a oferta de gado seguiu crescente e o volume disponível atendia à demanda, sem excedentes. Com isso, as escalas de abate avançaram e estavam confortáveis. Nesse cenário, a ponta compradora pressionou as ofertas de compra, movimento que não afastou a ponta vendedora, que, diante do clima mais adverso, continuou ativa nas negociações e aceitava as condições vigentes.
As escalas de abate estavam, em média, para 10 dias.
Assim como em outros estados, a oferta de bovinos tem aumentado, o que vem pressionando os preços. Em relação ao dia anterior, todas as categorias, nas duas praças goianas, registraram recuo nas cotações.
Na região de Goiânia, queda de R$3,00/@ para todas as categorias.
Na região Sul, o boi gordo recuou R$2,00/@, a vaca R$3,00/@ e a novilha R$5,00/@.
O preço do “boi China” também registrou queda, de R$2,00/@.
As escalas de abate atendiam, em média, entre oito e 11 dias.
Nos primeiros cinco dias úteis de maio, o volume exportado foi de 85,9 mil toneladas, com uma média diária de 17,2 mil toneladas, aumento de 65,5% frente ao embarcado por dia em maio de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$6,3 mil, alta de 22,1% em comparação ao mesmo período de 2025.
Com o avanço dos embarques e dos preços pagos por tonelada, mesmo com apenas um quarto dos dias úteis de maio transcorridos, maio de 2026 já alcançou 48,1% do faturamento total registrado em maio de 2025.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 12/5/2025.
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