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Encontro Scot/Pascon: Brasil pode exportar até 80 mil t/mês a mais de carne bovina em 2019


Domingo, 25 de novembro de 2018 - 14h00
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Foto: Scot Consultoria


As perspectivas para a exportação de carne bovina no ano que vem são bastante positivas, disse o presidente do frigorífico Frigol, Luciano Pascon, durante o Encontro de Analistas da Scot Consultoria, em São Paulo. "Temos a Rússia, que reabriu seu mercado, inicialmente com cinco plantas; a China, que está agora em missão no Brasil e com possibilidade de habilitar mais 49 frigoríficos de bovinos a partir de janeiro; e também conversas com a Indonésia e a Tailândia", disse o empresário. Com esses novos mercados, o Brasil pode elevar o volume exportado de carne bovina entre 50 mil e 80 mil toneladas por mês, projetou Pascon.


Em relação ao mercado interno no ano que vem, o executivo do Frigol também acredita em recuperação. "Há otimismo no novo governo e, se de fato ele (governo) aplicar as reformas necessárias, a economia será retomada e isso traz maior demanda", disse. Sobre este ano, Pascon reconheceu ter sido "desafiador". "No início do ano estávamos animados, mas o ano não se desenhou exatamente como prevíamos", disse ele, mencionando o excesso de carne suína e de frango no mercado interno, que concorreu com a carne bovina em detrimento desta. "Além disso, a gente estava com o mercado russo, grande consumidor de proteína animal, fechado."


Ele comentou, ainda, que a indústria frigorífica tem uma capacidade instalada acima do consumo interno. Com esses fatores, principalmente o preço dos cortes dianteiros bovinos caiu muito, pressionado também pela valorização do real. "Para se ter ideia, hoje a carne (da Frigol) está 17% mais barata em dólar do que em maio deste ano. Já o boi subiu 9% em relação a maio; então as margens ficaram muito curtas", disse ele.


Pascon comentou, ainda, que em determinado momento do ano a exportação funcionou como uma boa válvula de escape, "mas neste momento ele não está desempenhando da melhor maneira e o volume continua voltando para o mercado interno. Nesse período do ano, vemos valorização apenas dos cortes traseiros, o que é sazonal".


Ele acredita que, se no curto prazo a relação real/dólar for mais favorável à exportação, talvez os frigoríficos possam recuperar um pouco suas margens de lucro.


Sobre a possibilidade de o Brasil deixar de vacinar o rebanho contra febre aftosa, ele é contrário à proposta. "Nossos clientes externos já compram nossa carne dentro da atual condição sanitária (de país livre de aftosa, com vacinação). E os potenciais mercados também não colocam isso como obstáculo", continuou. "Além disso, temos aftosa na Venezuela, o que nos traz um risco muito alto deixar de vacinar."

Por: Tânia Rabello


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