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Scot Consultoria

Produtor que deixa de investir em tecnologia aumenta suas chances de sair da atividade


Terça-feira, 16 de maio de 2017 - 16h00

Em momentos de crise é comum ouvir falar em cortar custos e reduzir despesas. A verdade é que para determinadas atividades como pecuária esta não deve ser uma alternativa.


A afirmação é de Alcides Torres, analista de mercado e diretor da Scot Consultoria, durante o 9o. Seminário Técnico Novilho Precoce MS, realizado entre os dias 20 e 23 de abril em Bonito-MS.


“Não use menos tecnologia! Em nossas pesquisas, quando o preço do boi começa a cair, por conta de uma crise econômica ou política, que gere insegurança, a primeira ação do produtor é ‘puxar o freio de mão’ e deixar de investir na propriedade esperando a evolução do mercado. O preço da arroba do boi caiu, e, a situação é mais crítica, se a produção por hectares também cair, caso o produtor suspenda ou reduza o uso de tecnologia”, afirma Alcides.



Foto: Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria durante o 9º seminário Técnico Novilho Precoce


Para Alcides, o produtor não pode de forma alguma reduzir sua produtividade, já que suas margens são menores, “ele precisa ganhar no volume”.


Outro ponto que Torres menciona é que o produtor precisa conhecer seu custo de produção. “Quando eu não sei o meu custo de produção, eu não posso fazer venda futura, eu não posso fazer hedge (contrato de proteção do preço futuro), não posso fazer opção de compra, eu fico sem mecanismos de defesa, consequentemente, todo o risco do mercado vai para a produção. Não produza sem saber seu custo de produção, esse é o desafio”. Afirma Alcides.


Alcides diz ainda que é preciso saber trabalhar com sua margem de lucro, saber quanto se ganha por hectare ano e a partir daí tomar decisões calculadas, evitando riscos que impactam diretamente na propriedade.


Para a analista de mercado da ESALQ-USP, Mariane Crespolini, existem três pontos para o pecuarista se manter na atividade:


1. Investir em tecnologia, buscando melhores reprodutores visando o melhoramento genético, em pastagens, em nutrição com proteicos, em mão de obra para aí então conseguir produzir mais arrobas por hectares;


2. União e representatividade. O produtor precisa buscar uma associação que tenha metas de crescimento e aumento de produtividade para seus associados, que dê suporte, que busque parcerias e que enxergue oportunidades de negócio.


3. Ciclo PDCA (sigla em inglês Planning, implementing and controlling and adapting), Planejamento, execução e controlar e adaptar. “Se o pecuarista quiser continuar na atividade ele precisa planejar suas ações, precisa executá-las dentro do que foi planejado, precisa controlar o que foi feito, se está sobrando ou não ração no cocho do confinamento por exemplo e quanto está sobrando, precisa adaptar, corrigir, evitar desperdícios e voltar a executar, controlando, adaptando e planejando, para ter realmente ‘controle’ sob sua propriedade”. Finaliza Mariane.



Foto: Representação gráfica do Ciclo PDCA.


Fonte: Jornal Agroin – 175º edição



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