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Scot Consultoria

Demanda do leite: do produtor ao varejo


Segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 - 11h50

O movimento de baixa no mercado de leite vem perdendo força. Depois de recuar 18,5% em quatro meses, foi registrada queda de 2,1% nos preços pagos de novembro, referente à produção de outubro. Foi o menor recuo observado no ano de 2008. Em média, o produtor recebeu R$0,591/litro. Com isso, em cinco meses, os preços médios do leite no Brasil já recuaram 20,14% ou R$0,15/litro. Dos 17 estados pesquisados pela Scot Consultoria, onze apresentaram retração nos valores, enquanto que, no restante, houve reajuste ou estabilidade. As retrações ocorreram principalmente no sudeste e centro-oeste. Cerca de 70% das empresas consultadas nessas regiões apontaram aumento no volume de leite captado em outubro. Ao mesmo tempo, as vendas não foram suficientes para escoar esse excedente de produção. O resultado foi o recuo médio de até 7% nas cotações, dependendo do estado. Por outro lado, no sul do país o mercado está firme. A produção de leite dessa região parou de aumentar e os preços começaram a reagir, depois de quatro meses em queda. A maior reação ocorreu no Paraná, onde foi registrada recuperação de 2,75%. Mesmo assim, quando comparado ao preço pago no mesmo período de 2007, é justamente no Paraná onde a queda foi proporcionalmente maior. Enquanto que em Santa Catarina, a atual cotação média está 2,7% abaixo da média encontrada há treze meses, no Paraná os preços estão, atualmente, 9,4% mais baixos. Para o pagamento que será realizado em meados de dezembro, a maior parte dos produtores do País continuará a receber os mesmos valores de novembro. Cerca de 56% das empresas apontaram estabilidade, enquanto 32% acreditam em queda nos preços e apenas 12% falam em reajustes nos valores que serão pagos. Atacado e Varejo - Apesar da maioria das empresas relatar vendas melhores de lácteos no mercado interno, a demanda não foi suficiente para escoar a produção. Um dos motivos apontado foi a queda nas exportações de leite em outubro, quando comparado a setembro. O volume exportado em outubro ficou acima da média dos últimos 10 meses, no entanto houve uma retração de quase 20% em relação ao mês anterior. As empresas exportadoras sentiram. Os preços no atacado, considerando a média de todos os lácteos, ficaram praticamente estáveis em novembro. O leite longa vida, que em outubro havia apresentado recuperação de preços - depois de quatro meses de queda - manteve-se cotado a R$1,44/litro. Mas vale ressaltar que os menores preços encontrados no mercado de lácteos reagiram cerca de 2,43%. O leite em pó integral de 25 kg, mantém a tendência de queda desde abril desse ano, e já apresenta desvalorização média de 19,8% no acumulado desse período. A média encontrada em novembro, de R$224,00, é a menor dos últimos dezenove meses, considerando valores nominais. As empresas relatam estoque do produto. Ao contrário do atacado, no varejo os preços da maioria dos lácteos ficaram mais altos em novembro. Nos últimos dois meses, o aumento no preço do leite longa vida para o consumidor foi de 7,6%. Em relação a novembro de 2007, o reajuste foi de 14,6%. Aliás, quase todos os lácteos estão mais caros nas prateleiras dos supermercados, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A única exceção é o leite em pó, cujas cotações estão, em média, 10% mais baixas. Em novembro de 2007, o quilo do produto foi cotado a R$16,68, chegando à média de R$21,24 em março de 2008. Atualmente, nem o valor mais alto encontrado ultrapassa os R$18,30/quilo. Lembrando que, na média, o produtor recebeu nesse último pagamento, cerca de 11% menos que no mesmo período do ano passado e os preços vigentes nas indústrias, considerando a média de todos os lácteos, estão estáveis em relação a novembro de 2007. Fonte: Jornal de Uberaba. Agronegócios. 5 de janeiro de 2009.
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