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Scot Consultoria

Preço do leite sobe 12,2% em 30 dias


Sábado, 9 de maio de 2009 - 10h40

A entressafra está apenas começando para os produtores de leite, mas o impacto do tempo das vacas magras já chegou ao bolso do consumidor. Em função da redução da oferta, o preço médio do produto longa vida integral disparou, registrando nos últimos 30 dias alta de 12,2% no varejo. Segundo levantamento do Site Mercado Mineiro, o preço médio atingiu R$1,90/l. Em outubro do ano passado o alimento chegou a ser encontrado por R$0,89/l. Os derivados, como queijo, manteiga, requeijão e iogurtes, também estão mais caros. Dados da Scot Consultoria mostram que, durante o ano, o longa vida já subiu 21% no varejo. A justificativa é o volume da produção que desde março está em trajetória de queda. Na avaliação de especialistas do mercado, até julho as altas devem continuar. Na ponta da cadeia, o consumidor é o primeiro a sentir os reajustes de preços. Enquanto no campo o valor pago ao produtor em abril registrou alta pelo segundo mês consecutivo, no varejo a aceleração do custo iniciou-se em janeiro. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Leite de Minas Gerais (Silemg-MG), Alessandro José de Carvalho, o que definirá os próximos reajustes será o rigor da entressafra no Estado e também a seca no Sul, já que a região ocupa o segundo lugar na produção nacional. Em outubro, a indústria chegou a comercializar o litro do leite longa vida por R$1,20. Este mês, o produto atingiu R$1,70/l, mas já esixtem negócios sendo concluídos por R$1,80/l, uma alta de 50% em relação ao ano passado. Na esteira dos reajustes, os derivados também ficaram mais caros. Levantamento do Mercado Mineiro apurou, nos últimos 30 dias, altas de 8,6% no preço do requeijão, 5,6% no do queijo Minas Frescal, 5% no da manteiga e 5% no do iogurte à base de polpa de frutas. Rafael Ribeiro, consultor da Scot Consultoria, que acompanha o mercado para o produtor e no varejo, destaca que, em comparação com abril do ano passado, o leite encareceu 23%. Para adequar o orçamento, a aposentada Wanilde Ferreira já está fazendo ajustes. “Comprava em média 10 caixas de leite por mês, agora estou levando oito”, diz. Segundo a consumidora, o preço do longa vida avançou nos últimos meses de R$1,60/l para R$1,87/l. Pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgada em abril mostra que o produtor mineiro recebeu o maior reajuste do País, de 2,8 centavos por litro, o que elevou o preço médio do produto para R$0,63/l. Em outubro, devido ao grande volume do alimento produzido no país, o preço despencou na produção, chegando a custar em Minas R$0,59/l. O engenheiro civil José Flávio Brito compra três caixas de leite por mês, cerca de 36 unidades, de duas marcas diferentes. A maior alta foi sentida na marca que tinha o menor preço. “O leite já foi mais barato. Antes pagava cerca de R$45,00 na compra do mês, agora gasto pelo menos R$60,00”, calcula. Na avaliação do Sindicato da Industria de Laticínios, a maior fiscalização do governo brasileiro em relação ao leite vindo da Argentina foi outro ponto que contribuiu para a redução da oferta no mercado interno. Como o alimento importado de países que subsidiam a agricultura sofre taxação, enquanto os produtos do Mercosul são isentos, no primeiro trimestre do ano foi observada uma entrada no Brasil de leite subsidiado via Argentina. Fonte: Estado de Minas. Por Marinella Castro. 9 de maio de 2009.
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