Chuvas seguem irregulares no país, com volumes mais elevados no Norte e tempo mais seco predominando no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste.
Foto: Bela Magrela
Os maiores volumes devem se concentrar no Amazonas, Roraima, Amapá e no Norte e região central do Pará, com acumulados entre 45mm e 105mm, podendo localmente superar 115mm no extremo Norte do Pará e faixa litorânea do Amapá. No Acre, os acumulados tendem a variar entre 15mm e 35mm.
Sul do Pará, Rondônia e Tocantins devem registrar volumes mais moderados, variando entre ausência de chuva e 35mm de precipitação. O Sul do Pará deve permanecer mais seco, no Tocantins, áreas do Norte do estado podem registrar maiores volumes em relação ao Sul e, em Rondônia, regiões mais periféricas devem receber mais chuva, com o interior mais seco.
O mapa de anomalia indica chuvas abaixo da média na maior parte da região, com exceção de Amazonas, Roraima e Amapá, onde os volumes devem ficar dentro da média.
A faixa Norte do Maranhão, Piauí e Ceará deve apresentar volumes entre 35mm e 75mm, com pontos acima de 100mm no litoral do Maranhão, indicando maior atuação da Zona de Convergência Intertropical. Já as regiões central e Sul desses estados, além da Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe, devem registrar baixos volumes, com predominância de ausência de chuva e, no máximo, 25mm no acumulado do período.
O mapa de anomalia reforça esse cenário, indicando chuvas abaixo da média em praticamente toda a região, com pequenas exceções em áreas onde os volumes devem ser mais elevados.
O cenário indicado é de baixa precipitação e chuvas abaixo da média. Nos três estados, a previsão é de áreas mais extensas sem precipitação do que com chuva e, onde está previsto, os acumulados não devem superar 20mm. A exceção é o Oeste de Mato Grosso, com pontos isolados que podem alcançar até 45mm.
O mapa de anomalia indica desvios negativos de até 50mm em Mato Grosso e em Goiás. Em Mato Grosso do Sul, apesar da expectativa já ser de pouca chuva, os volumes devem ficar até 25mm abaixo do normal.
O padrão indicado pelos mapas é de pouca chuva, com volumes irregulares. Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo devem registrar desde ausência de precipitação até, no máximo, 35mm de acumulado.
Minas Gerais e Espírito Santo devem ter a maior parte do território sem chuvas, com pontos isolados registrando precipitações. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, são esperadas áreas mais extensas com ocorrência de chuva, porém, de forma moderada e pouco significativa, com os maiores acumulados concentrados nas regiões litorâneas.
Em relação às anomalias, em São Paulo e no Rio de Janeiro as chuvas devem ocorrer dentro do padrão habitual para o período. Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, há indicação de anomalias negativas ao longo do território, sendo que as áreas mais próximas da média tendem a concentrar os maiores volumes de chuva.
A dinâmica tende a ser distinta, com maior presença de instabilidades. O Rio Grande do Sul deve concentrar os maiores volumes, entre 35mm e 55mm. Em Santa Catarina, os acumulados devem ser um pouco mais modestos, entre 25mm e 35mm, com maiores precipitações nas áreas mais a Oeste.
No Paraná, os volumes devem variar entre 15mm e 35mm, com menores acumulados no Norte e aumento em direção ao Sul.
Em relação às anomalias, os três estados tendem a registrar chuvas dentro do padrão.
Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista de 4/4/2026 até 11/4/2026 (mm).
Fonte: NOAA
Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista de 4/4/2026 até 11/4/2026 (mm).
Fonte: NOAA
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