• Terça-feira, 14 de abril de 2026
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Carta Grãos e Agricultura - Oferta global pressionada e expansão da produção brasileira de amendoim

Produção de amendoim tem aumento na safra 2025/26, impulsionada por maior produtividade e área, com destaque para o crescimento no Centro-Oeste, enquanto cai a oferta mundial.


Foto: Freepik

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O mercado mundial de amendoim está pressionado pela oferta. O USDA, em seu relatório World Agricultural Production de abril de 2026, projeta a produção global em 51,5 milhões de toneladas, queda de 1,1% em relação a 2025.

Na China, maior produtora mundial com 18,4 milhões de toneladas, registra queda de 3,2% na projeção recente, enquanto na Índia, segunda produtora, com 7,5 milhões de toneladas, mantém crescimento.

Nesse contexto, o Brasil ocupa posição de destaque com a projeção de 1,15 milhão de toneladas (USDA), alinhado com os 1,2 milhão de toneladas estimados pela Conab. O Brasil responde por 2,2% da produção mundial.

Com um cenário de retração da oferta global, o Brasil vem ganhando espaço, em 13 de março, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o sexto levantamento da safra 2025/26. A produção estimada subiu para 1,2 milhão de toneladas, variação de 3,9% em relação à safra anterior e de 0,1% ante a estimativa de fevereiro.

A produtividade projetada é de acréscimo de 144,1 kg por hectare em relação à safra anterior, um aumento de produtividade de 3,5%. A área semeada aumentou 0,4%.

O Sudeste concentra 84,0% da produção nacional, mas o Centro-Oeste tem ampliado a participação, com destaque para o Mato Grosso do Sul. Na safra 2016/17, o estado plantava 2,5 mil hectares, na safra 2024/25, semeou 43,5 mil hectares e para 2025/26, a projeção é de 45,8 mil hectares — expansão de 18 vezes em menos de uma década.

A produção acompanhou essa trajetória, das 4,5 mil toneladas colhidas em 2017/18, o Mato Grosso do Sul responde por 181,8 mil toneladas em 2025/26, consolidando-se como o principal vetor de crescimento da cultura no país.

Nas últimas safras, o rendimento médio no estado variou entre 3.186 kg/ha e 4.269 kg/ha, com projeção de 3.969 kg/ha para 2025/26, patamar próximo ao teto histórico.

O Centro-Oeste responde por cerca de 15,1% da produção nacional. A expansão decorre do encaixe da cultura como segunda safra (safrinha) no sistema produtivo sul-mato-grossense, aproveitando a janela agrícola após a soja e compartilhando a estrutura logística já consolidada.

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