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A arroba do boi gordo voltou a operar abaixo dos R$300, refletindo uma combinação de fatores de mercado. Segundo Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, a pressão de baixa não se deve apenas às tarifas anunciadas pelos EUA.
Com a primeira etapa do Confina Brasil finalizada, a equipe da Scot Consultoria já visitou mais de 30 confinamentos em cinco estados (SP, MG, GO, TO e BA), trazendo um panorama atualizado da pecuária intensiva no país.
A semana começou com preços da arroba do boi gordo entre estáveis e em queda, reflexo do escoamento lento da carne no varejo. Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, muitos compradores ainda aguardam os resultados das vendas do fim de semana, influenciadas pelo pagamento dos salários.
Concorrência com carne de frango e chegada do confinamento são fatores de limitação para as altas na arroba do boi.
A relação de troca entre boi gordo e bezerro ainda segue interessante para o pecuarista que pensa em recompor o plantel. Segundo Felipe Fabbri, analista de mercado da Scot Consultoria, em junho, em São Paulo, a relação está em torno de 8,5 arrobas de boi gordo por cabeça de bezerro de desmama — leve melhora frente a maio. Esse patamar, ainda que inferior aos patamares mais favoráveis registrados em 2023/24 e no início de 2025, está interessante comparado ao ápice da fase de alta, onde ficou entre 9 e 10 arrobas.
A queda na arroba do boi gordo também pressionou os preços das categorias de reposição em maio. Ainda assim, a relação de troca - considerando a venda de um boi gordo de 19 arrobas para a compra de boi magro - se mostrou mais favorável para os confinadores em estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Maranhão.
Ponto de atenção fica sobre as consequência de um frio intenso, forçando uma desova concentrada de animais
O programa Pecuária & Mercado destacou, na última sexta-feira (16) o impacto da confirmação do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil, localizada no município de Montenegro-RS. Até então, o país vinha registrando apenas casos em aves silvestres ou de subsistência, mantendo-se como grande destaque sanitário mundial na avicultura. Com a confirmação, países como a China - maior comprador de carne de frango brasileira - já anunciaram a suspensão temporária das importações, o que pode provocar forte pressão no mercado interno, afetando preços e a competitividade entre as proteínas animais.
O mercado de subprodutos do abate, como sebo e couro bovino, segue pressionado em 2025, refletindo diretamente no desempenho e na rentabilidade dos frigoríficos brasileiros. Embora sejam mercados menos acessíveis ao produtor rural, esses segmentos desempenham papel importante na precificação e agregação de valor à cadeia da carne bovina.
Na segunda quinzena de abril, os preços no mercado de ovos tiveram forte queda, retornando a patamares vistos em janeiro. As vendas fracas e a oferta excessiva ditaram o movimento de baixa.
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Arroba firme em junho, mas mercado exige atenção
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