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Scot Consultoria

Exportação de carnes


Domingo, 23 de dezembro de 2018 - 10h00

por Letícia Vecchi

Zootecnista, formada pela Universidade Estadual Paulista – UNESP, Câmpus Botucatu-SP. É analista de mercado da Scot Consultoria. Pesquisadora de mercado nas áreas de boi, leite e grãos.


Foto: healthline.com


A projeção da demanda por proteína animal nos próximos anos é de crescimento, principalmente devido ao incremento populacional e da renda em países em desenvolvimento.


Esse crescimento, implicará em maior produção e consequentemente maior intercâmbio comercial entre nações produtoras e países consumidores.


Os principais produtores de carne bovina com excedentes exportáveis são, Brasil, Índia, Austrália e Estados Unidos que, detém 64,7% desse mercado.


Para carne de frango, os principais fornecedores são Brasil, Estados Unidos e União Europeia (74,1% do mercado).


E, por fim, para carne suína, os principais exportadores são União Europeia, Estados Unidos e Canadá (83,4%). O Brasil ocupa a quarta posição nessa lista. (USDA)


Figura 1. Exportações mundiais de carnes (em mil toneladas).

*Projeção
Fonte: USDA / elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br


Juntos, Brasil, Estados Unidos, Canadá, Índia, Austrália e a União Europeia somaram, em 2017, 70,7% de todo o faturamento da comercialização de carnes no mercado mundial (US$62,4 bilhões). O Brasil teve uma participação de 17,4% (US$ 15,3 bilhões), ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que engloba 20,5% (US$ 18,0 bilhões) do faturamento total. (UN COMTRADE and ITC Statistics).


Figura 2. Exportações mundiais de carnes, em relação ao faturamento.

Fonte: UN COMTRADE and ITC Statistics / compilado: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br


Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), nos próximos anos os Estados Unidos, União Europeia e o Brasil continuarão como os principais exportadores de proteína animal. 


Para exportação de carne suína é esperado que os Estados Unidos ultrapassem a União Europeia e se tornem os maiores exportadores, respondendo por 32% desse mercado. Para a carne bovina e de frango continuará entre os cinco maiores exportadores. 


A China, apesar de ser a maior produtora de suínos, possui a demanda interna alta e, nos últimos meses, sofreu diminuição do rebanho devido ao surto de peste suína, o que pode aumentar suas importações. 


O Brasil continuará a ser o principal exportador de carne de frango e bovina e sua parcela nesses mercados representará 20% e 31%, respectivamente. 


Para essa demanda ser atendida, será necessário um incremento de 3,8% na produção mundial dessas três commodites até 2024.


Brasil


Em 2018, até novembro, as exportações de carne de frango somaram 3,5 milhões de toneladas, carne bovina vem em segundo lugar, com 1,8 milhões de toneladas, e foram exportadas 502 mil toneladas de carne suína (MDIC).


Figura 3. Exportações de carne do Brasil (em mil toneladas).

*Projeção
Fonte: USDA/ elaboração: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br


As exportações de carne bovina em 2018 cresceram, com destaque para a segunda metade do ano, alavancadas principalmente pelo aumento do dólar. Houve um incremento de 11,8%, considerando o acumulado até novembro. (MDIC)


Para 2019, a projeção é de que a China continue a ser importante para as exportações de carnes. Mais plantas frigoríficas serão habilitadas a exportar para os chineses.


A reabertura para o mercado russo também deverá favorecer as exportações, visto que historicamente, a parcela exportada para a Rússia, especialmente bovinos e suínos, tinha grande representatividade.


O desafio é fortalecer os mercados menos relevantes, pois as exportações estão perigosamente concentradas.


Por fim, segundo o relatório Focus, o dólar deverá se manter em patamares atraentes para a exportação.


O Brasil tem competência para atender a essa demanda crescente. O país possui vasto território, com áreas ociosas e as ocupadas com baixos índices de produtividade. Ou seja, possuímos um “gap” de produção que poderá ser alcançado com desenvolvimento e adoção de tecnologias.


Fontes


Banco de dados FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.


Banco de dados UN COMTRADE and ITC Statistics.


Banco de dados USDA - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.


MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


MDIC - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.


Relatório Focus do banco central.





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