“Só temos uma coisa que controlamos e que gera resultado (bons ou ruins), mas que muda tudo: a ação.”
Foto: Freepik
Amigos, todos sabemos que assim como na vida, na pecuária também não conseguimos controlar muitas coisas.
Eventos externos, preços, o passado, entre outros fazem parte do dia a dia que não controlamos.
O que nos resta controlar? Nossas escolhas, nossas interpretações dos acontecimentos, atitudes, ações, etc.
Na minha opinião, só temos uma coisa que controlamos e que gera resultado (bons ou ruins), mas que muda tudo: a ação.
De nada adianta eu comprar bem o animal, ser eficiente na engorda, ter a oportunidade de travar uma boa margem, não fazer e vender muito mal posteriormente.
Para que um negócio seja sustentável e principalmente perpetuar ele precisa gerar lucro, quanto maior melhor, não?
Para resolver isso então, precisamos monitorar o mercado dia a dia, ter bons indicadores/estatística e principalmente agir quando é preciso agir!
Quantos produtores viram meses atrás o mercado dar a oportunidades de hedge (trava) para esse último trimestre acima de 3,0% a.m.? Não posso dizer que são todos, nem muitos, afinal ainda temos uma aderência ínfima de participantes no mercado futuro que enxergam isso (hedge) como ferramenta de gestão.
Mas, dentro dos que participam, acompanham, quantos você imagina que viram as boas margens passando à frente e não agiram? Quantos acharam que os preços iriam mais e quantos ainda depois que as margens cederam também não agiram porque achavam que a oportunidade voltaria (ou parte dela)?
Bom... a vida como ela é!
Olhe na imagem e veja como a volatilidade e as margens oscilam dia a dia.
Figura 1.
Contrato futuro do boi gordo em outubro.
Fonte: B3. Elaboração: Raphael Galo
Observe como o ágio do contrato futuro oscila sobre o indicador B³ de preços spot dia a dia. Mas, observe também o comparativo do ágio, em %, do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
Se levarmos em consideração o CDI como um parâmetro para a remuneração do seu capital “sem risco”, a atividade agrícola (de maior risco) precisa render bem mais para que valha a pena os riscos embutidos, fora a “dor de cabeça” (risos).
Da mesma forma, houve momentos em que esse ágio esteve próximo do CDI, momentos abaixo e momentos acima. Se você acompanha o mercado, monitora as margens e age quando precisa agir, na média, estará sempre comercializando bem.
Se acompanha, monitora, mas não age, posso afirmar que a média dos resultados é pior, e que está apenas desperdiçando seu tempo olhando.
Experimente colocar a ação no seu dia a dia e veja o seu negócio se transformar ainda mais!
Forte abraço e até a próxima!
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