Mesmo com a desaceleração do varejo, os preços seguiram firmes. No atacado, a menor disponibilidade do produto, somada a outros fatores, contribuiu para a alta das cotações.
Em São Paulo, as vendas no varejo, que perderam ritmo nas duas últimas semanas devido ao menor poder aquisitivo do consumidor, mantiveram esse cenário. No entanto, o setor não sentiu grande necessidade de realizar promoções para aumentar o giro, e, com isso, a média subiu.
Por outro lado, no mercado atacadista, o volume disponível nas câmaras de resfriamento está reduzido devido ao menor abate. Além disso, há pedidos para abastecimento gradual, devido ao período do ano, que tende a ser mais movimentado com o recebimento do décimo terceiro salário e das bonificações, além das festividades. Somados a esses fatores, a firmeza do mercado do boi gordo também contribuiu para a alta das cotações nesse setor.
No atacado de carne com osso, a cotação subiu para todas as carcaças, com recorde nominal.
A carcaça casada do boi capão subiu 0,4%, negociada em R$25,35/kg. Para a do boi inteiro, a alta foi de 0,6%, cotada em R$24,90/kg. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 0,6%, apregoada em R$24,30/kg, enquanto a da novilha valorizou 0,4%, comercializada em R$24,85/kg.
No atacado de carne sem osso, a média geral subiu 2,9%, com todos os 22 cortes em alta.
Para os cortes do traseiro, a alta foi de 2,7% na média. O destaque foi a alcatra completa, com alta de 6,2%.
Entre os cortes do dianteiro, a média subiu 3,7%. A maior variação foi para a paleta sem músculo, que subiu 5,4%.
No varejo, nenhuma praça registrou queda na média, seis subiram e dois não mudaram.
Em São Paulo, a média subiu 0,4%, com altas em dez cortes, quedas em oito e estabilidade em dois. A maminha teve a maior variação, com alta de 2,9%.
No Paraná, a cotação média subiu 0,7%, com alta em nove cortes, queda em três e estabilidade em oito. A maminha se destacou, subindo 4,7%.
No Rio de Janeiro, a média subiu 1,2%, com alta em 14 cortes, queda em dois e estabilidade em quatro. O destaque foi para o peito, que teve aumento de 5,9% na cotação.
Em Mato Grosso, a média geral valorizou 0,7%, com alta em 13 cortes, queda em três e estabilidade em quatro. O miolo de alcatra foi o que mais variou, com alta de 2,5%.
Em Goiás, a média registrou ajuste positivo de 0,3%, com 12 cortes subindo, sete caindo e um sem alteração. O peito foi o corte que mais variou, com queda de 4,5%, seguido da alta de 4,3% da paleta e do coxão mole.
No Rio Grande do Sul, a média subiu 0,4%, com altas em dez cortes, quedas em seis e estabilidade em quatro. O coxão mole foi o que mais alterou, com alta de 3,5%.
Em Minas Gerais, a média ficou estável, apesar da alta em nove cortes, ante a queda em cinco e estabilidade em seis. O destaque foi a alcatra com maminha, com queda de 3,6%.
Em Mato Grosso do Sul, a média não mudou, nove cortes em alta, oito em queda e três sem alteração. O coxão duro foi o que mais variou, com valorização de 5,2%.
No curto prazo, as vendas tendem a ganhar ritmo com a virada do mês e a proximidade do feriado da próxima segunda-feira, 2/11.
Tabela 1.
Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Tabela 2.
Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.
Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Tabela 3.
Preços médios dos cortes sem osso no mercado varejista de São Paulo, em R$/kg.

Fonte: Scot Consultoria - www.scotconsultoria.com.br
Receba nossos relatórios diários e gratuitos