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A oferta de boiadas esteve enxuta, com uma parcela dos pecuaristas à espera de preços melhores para negociar. Esse cenário contribuiu para que a cotação da arroba do boi gordo recuperasse as perdas recentes.
O “american dream” em 2025 – bem vivido até então – em julho, virou pesadelo após o anúncio e confirmação da tarifa de 50% pelos Estados Unidos a partir de agosto. Mas, o quanto isso “azeda” a exportação e a perspectiva para o restante de 2025?
O governo americano manteve a carne bovina do Brasil fora da lista de isenção dos 50% de impostos. A medida pode reduzir em cerca de 200 mil toneladas as exportações ao país, impactando até US$ 1 bilhão em faturamento neste ano.
Com o mercado retraído, tanto na ponta compradora quanto na vendedora, o primeiro dia de agosto abriu com cotações estáveis para todas as categorias de bovinos.
Abrem-se novas portas para o Brasil no maior mercado global de rações. A China acaba de autorizar a habilitação de 51 estabelecimentos brasileiros para exportação de proteína processada de aves e suínos e de farinha e óleo de pescado, bem como de outras proteínas e gorduras de animais aquáticos, produzidos pelas indústrias de reciclagem animal. A novidade abre caminho para um potencial crescimento nas exportações do setor.
À Sputnik Brasil, especialistas afirmam que a venda de carne, um dos produtos mais afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, pode ser reorientada para o mercado interno, onde há “um consumo represado imenso”, mas isso não acontecerá no curto prazo nem substituirá as exportações para os EUA.
Tarifas agitam o mercado do boi gordo, porém mostram limitações para um mercado que não deve funcionar bem sem o Brasil.
Mercado internacional ofertado e compradores abastecidos tem levado à queda de preços e excedente de oferta de farelo de soja.
O estoque de carne bovina nos EUA segue em queda e, em junho, alcançou o menor patamar de 2025, além do mais baixo para o período do ano desde 2019.
Mesmo com a tarifa dos EUA prestes a valer, Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, vê no consumo interno e nas exportações um fôlego para reação do boi gordo
Após praticamente uma semana e meia com o mercado em queda em São Paulo, esse foi o segundo dia consecutivo em que a cotação se manteve estável para todas as categorias de bovinos, com exceção da novilha, que caiu ontem. O mercado encontrou uma base para os preços, pautado em um movimento de restrição de oferta pelos vendedores.
A semana começou com indústrias fora das compras e volume de ofertas elevado, o que pressionou a cotação do boi gordo, que caiu R$3,00/@, e a do “boi China”, que caiu R$2,00/@.
O mercado do boi gordo em Santa Catarina atravessa um momento de incerteza, e os compradores têm adotado uma postura cautelosa nas negociações.
Juliana Pila, da Scot Consultoria, avalia impactos da nova taxação e aposta em realocação da proteína nacional no comércio internacional.
Com os temores gerados pelas tarifas norte-americanas, os vendedores ofertaram mais bovinos e os abatedouros estavam aproveitando o momento de compra. Se na semana passada a maior parte dos compradores permaneceu fora do mercado, hoje estavam ativos, aproveitando o momento de mercado.
Nova taxa imposta pelo presidente estadunidense aumenta em 50% a alíquota para produtos brasileiros.
Após o feriado de ontem no estado de São Paulo e o anúncio das tarifas comerciais gerais pelo presidente norte-americano em 50,0% contra o Brasil, o mercado abriu esta quinta-feira na retranca.
Houve lentidão nas vendas de carne bovina, o que levou a ponta compradora a adotar uma postura mais cautelosa. Com isso, a cotação do boi gordo recuou R$1,00/@, enquanto as cotações do "boi China", da vaca e da novilha se mantiveram estáveis.
A semana começou com preços da arroba do boi gordo entre estáveis e em queda, reflexo do escoamento lento da carne no varejo. Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, muitos compradores ainda aguardam os resultados das vendas do fim de semana, influenciadas pelo pagamento dos salários.
O ganho de competitividade do óleo de amendoim em relação a outros óleos comestíveis tem estimulado a exportação.
Não existia aparente escassez de oferta de bovinos no mercado. A venda de carnes dos frigoríficos para o mercado interno poderia ser melhor para o período. Alguns compradores se retiraram do mercado e esperam as vendas do fim de semana para retomarem os negócios.
A oferta de bovinos atendeu à demanda dos frigoríficos, e as escalas de abate foram suficientes. No entanto, o escoamento da carne bovina no mercado interno esteve lento, com expectativa de melhora com o pagamento dos salários, a partir do quinto dia útil, o que deixou os compradores na espera.
Os dados consolidados de exportação de carne bovina in natura do Brasil, tanto fresca quanto congelada, alcançaram patamares recordes em 2025.
A oferta de bovinos aumentou nos últimos dias e a venda de carnes apresentou sinais de piora, para o mercado interno. Alguns compradores estão fora das compras e vão aguardar os resultados das vendas desse fim de semana para prosseguirem com os negócios.
Em maio de 2025, o Brasil exportou 111,1 mil cabeças de gado. Quantidade que só perde para maio de 2018, quando 112,7 mil cabeças deixaram o país.
A ponta compradora havia reduzido os negócios. Nesse contexto, a oferta foi suficiente para atender à demanda sem excedentes, o que garantiu estabilidade nos preços na comparação diária.
Com a aproximação do feriado, o mercado estava operando em ritmo lento e com os mesmos preços e, nesse sentido, a cotação estava a mesma em relação à ontem para todas as categorias de bovinos.
A entressafra, marcada pela menor disponibilidade de boiadas, está cada vez mais evidente. O mercado está enfrentando dificuldades na aquisição de boiadas, o que resultou em alta nas cotações: o boi gordo subiu R$1,00/@ e a vaca gorda R$2,00/@.
O mercado de frango vem apresentando sucessivas quedas nos preços desde o anúncio do primeiro caso registrado no país de gripe aviária em granja comercial. A demanda interna fraca no final de maio, junto a instabilidade do setor, com um comprador segurando pedidos e especulando mais, colaborou para o quadro.
A oferta de bovinos diminuiu e, para conseguir comprar boiadas, os compradores aumentaram o valor das ofertas de compras.
Entrevista com o presidente executivo da Rede ILPF,Francisco Matturro
Canal do Boi
Boi gordo: mercado, exportações e efeitos da doença de Newcastle
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