Mercado iniciou a sexta-feira com poucos negócios, oferta controlada e cotações estáveis. Atenção ficou voltada para o desempenho das vendas do final de semana.
Foto: Bela Magrela
O mercado abriu moroso na sexta-feira, com poucos negócios fechados. A oferta esteve controlada, mas aqueles que precisavam comprar conseguiam compor suas escalas, desde que pagassem o que era pedido. A indústria também esteve cautelosa, compondo suas escalas com calma e atenta às melhores oportunidades de negócios.
Dessa maneira, a cotação ficou estável para todas as categorias.
As escalas de abate, atendiam em média, a oito dias.
O viés para o início da próxima semana era de preços firmes. Contudo, a atenção estava voltada para o desempenho das vendas de carne durante o fim de semana, principalmente pela comemoração do Dia dos Pais, que tende a estimular o consumo. Caso as vendas de carne não correspondessem às expectativas, isso poderia limitar a sustentação do mercado e reduzir o espaço para novas altas.
Em julho, o volume exportado foi de 227,9 mil toneladas, com média diária de embarques de 9,9 mil toneladas, queda de 17,7% em relação ao volume embarcado no mesmo período de 2025, o melhor julho de toda a série histórica.
O preço médio da tonelada ficou em US$6,4 mil, avanço de 14,4% na comparação feita ano a ano. O faturamento, apesar da alta no preço pago pela tonelada da carne, foi 5,8% menor que julho de 2025 e somou US$1,4 bilhão, reflexo do menor volume embarcado.
Julho registrou, até aquele momento, o pior desempenho do ano em volume exportado, mas ocupava o quarto lugar em faturamento e o terceiro em preço pago por tonelada. Apesar desse desempenho, no acumulado de janeiro a julho de 2026, o Brasil já exportou 1,7 milhão de toneladas, volume 10,2% superior ao acumulado de 2025. Além disso, 2026 também ocupa o primeiro lugar em faturamento.
Em relação à demanda, a Ásia continua sendo o principal cliente do país, com a China ocupando o primeiro lugar. Em julho, o país asiático absorveu 36,6% do total exportado, e no acumulado foi responsável por 50,7%. Os Estado Unidos continuavam sendo nosso segundo maior cliente, tanto em julho quanto no acumulado.
Contudo, valia destacar que, o volume importado pela China de carne bovina in natura no mês de julho foi o menor de 2026 e 47,8% menor que o volume importado em junho (o maior volume de compras da China em 2026). O movimento ocorre em meio ao avanço do Brasil sobre a cota estabelecida pela salvaguarda chinesa, fator que pode estar trazendo maior cautela às compras e aos embarques para o país.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 7/8/2026.
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