Escalas curtas e expectativa de melhora no consumo sustentaram o mercado, com negócios pontuais acima da referência.
Foto: Bela Magrela
A cotação de todas as categorias ficou estável. No entanto, com as escalas curtas e a expectativa de melhora no consumo de carne no mercado interno, impulsionada pela entrada dos salários, alguns frigoríficos passaram a buscar alternativas para ampliar suas programações, oferecendo mais pela arroba dos bovinos terminados. Com isso, alguns negócios foram registrados acima dos preços vigentes, ainda que sem volume suficiente para se tornarem referência. Caso essa estratégia fosse mantida, o viés seria de alta no curto prazo, condicionado ao desempenho das vendas de carne.
Para os frigoríficos voltados à exportação, as negociações ocorreram com maior regularidade, visando assegurar o cumprimento dos compromissos.
As escalas de abate atendiam média, a sete dias.
O mercado esteve firme e a cotação de referência não mudou. A oferta era enxuta, mas atendia à demanda, sem excedentes.
As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias.
O volume exportado em março foi recorde para o mês, com 233,9 mil toneladas embarcadas, aumento de 8,7% em relação a março de 2025, até então o recordista, quando foram exportadas 215,2 mil toneladas.
A média diária de embarque foi de 10,6 mil toneladas. A cotação média da tonelada ficou em US$5,8 mil, alta de 18,7% na comparação com o mesmo período de 2025, tornando-se o segundo melhor mês de março em termos de preço por tonelada de carne, ficando atrás apenas de março de 2022.
Com o bom desempenho dos embarques e os bons preços pagos por tonelada, março de 2026 também foi o melhor mês entre seus pares em termos de faturamento, alcançando US$1,4 bilhão, 29,0% superior ao faturado em março de 2025. Até o momento, este também é o maior faturamento de 2026.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 8/4/2025.
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