Fundamentos como oferta enxuta e escalas curtas mantiveram as cotações firmes.
Foto por: Scot Consultoria
As negociações no mercado do boi gordo estiveram mais lentas em relação aos dias anteriores, mesmo em semana de pagamento de salários, período que normalmente estimula o consumo no fim de semana e, consequentemente, eleva o volume de negócios.
Com a escalada do conflito no Oriente Médio, surgiram receios em relação ao comércio internacional de carne bovina. Diante desse cenário, parte da indústria frigorífica — especialmente as exportadoras — optou por se retirar temporariamente das compras, aguardando maior clareza sobre os possíveis reflexos dos acontecimentos no mercado global. As indústrias que permaneceram ativas negociaram com cautela, mas dentro das referências vigentes.
Já os frigoríficos voltados ao mercado interno seguiram ativos na compra de boiadas, buscando compor escalas de abate, apoiados pelo bom consumo doméstico, que tende a ganhar força com a passagem do quinto dia útil.
Houve relatos de tentativas de negociação abaixo das referências, porém sem sucesso. Os fundamentos do mercado permaneceram os mesmos: oferta enxuta, escalas de abate curtas e a ponta vendedora firme em suas pedidas. Assim, na comparação diária, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias.
Na comparação feita dia a dia, vaca e novilha registraram alta de R$5,00/@ na região Sul. Na região Oeste as cotações não apresentaram alteração.
O mercado esteve firme, e as cotações de referência não mudaram.
As escalas estavam, em média, para seis dias.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 05/03/2026.
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