Reposição mais cara no primeiro semestre limitou a expansão, e animais ficaram mais tempo no cocho com a relação de troca favorável para insumos.
O Brasil deve terminar cerca de 10 milhões de bovinos em confinamento em 2026, acima dos 9,1 milhões de 2025, segundo projeção do Confina Brasil, pesquisa expedicionária da Scot Consultoria. O crescimento, porém, é mais moderado do que o estimado no início do ano. Os dados foram apresentados por Diego Rossin, coordenador técnico da expedição, no programa Pecuária e Mercado, do Notícias Agrícolas.
O principal fator que limitou a expansão foi a reposição mais cara no primeiro semestre, que deixou parte das estruturas ociosas. Para completar a capacidade, muitos confinadores ampliaram a entrada de fêmeas. Cenário que seguiu no segundo semestre, mas mesmo diante ao maior desafio, as operações estão alcançando margens interessantes, com o uso crescente de travas de preço.
O tempo de cocho também aumentou: a média passou de 106 dias em 2025 para até 113 dias nas análises preliminares de 2026. A mudança reflete a relação de troca favorável para milho e coprodutos, que barateou a arroba produzida e permitiu diluir o ágio pago na reposição.
Na entrevista, Diego comenta as perspectivas de demanda para o fim do ano, a aproximação entre agricultura e pecuária e o avanço da tecnologia nos confinamentos. Assista à entrevista completa para saber mais.
<< Notícia AnteriorReceba nossos relatórios diários e gratuitos