Brasil é um dos principais fornecedores.
O Brasil encerrou o último ano com recorde nas exportações de carne bovina, mesmo sob a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos. Com o fim do tarifaço americano, mercados como China e México passaram a absorver maior volume da proteína brasileira. No entanto, no início deste ano, os dois países adotaram salvaguardas e mecanismos de proteção, reacendendo a discussão sobre barreiras comerciais à carne do Brasil.
Segundo Alcides Torres, analista de mercado e fundador da Scot Consultoria, as medidas têm caráter protecionista e foram motivadas pela pressão de produtores locais, após a forte entrada da carne brasileira nesses mercados. Apesar disso, o produto nacional segue competitivo, especialmente no México e nos Estados Unidos — onde dezembro marcou o melhor mês de exportações. A principal preocupação está na China, onde a soma das tarifas após o volume cotado reduz a competitividade brasileira.
No médio prazo, o cenário pode mudar com a expectativa de queda da produção global de carne bovina em 2026, incluindo Brasil, Estados Unidos e Austrália. No mercado interno, porém, a restrição externa não deve resultar em queda de preços ao consumidor, já que o setor atravessa um ciclo de retenção de matrizes, o que limita a oferta de animais e sustenta os preços da carne no país.
Matéria originalmente publicada em: China e México impõem barreiras à carne
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