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Scot Consultoria

Setor enfrenta dificuldades com a crise


Segunda-feira, 16 de março de 2009 - 10h16

Nos últimos três anos, os frigoríficos brasileiros foram às compras. Alguns se internacionalizaram - como o JBS, que se tornou o maior do mundo - outros se diversificaram, ampliando a atuação para diferentes tipos de carnes e também em leite. Até 2006, o setor estava capitalizado graças ao bom desempenho das exportações. Mas no ano seguinte os custos de produção subiram muito, o que afetou as margens das empresas. Com a crise financeira deflagrada no ano passado, as dificuldades aumentaram, levando parte do mercado a ser vendida ou pedir recuperação judicial. Um desses casos é o do Independência, um dos cinco maiores do País. O Independência é o sexto frigorífico a entrar com pedido de recuperação judicial desde o final de 2008. Motivo: queda nas exportações e dificuldade para a obtenção de crédito. Analistas de mercado já alertavam que, durante o processo de consolidação, os menores seriam engolidos pelos maiores - recentemente, o presidente do JBS afirmou que poderia ser parceiro de frigoríficos em dificuldade financeira. Há 11 meses, a Gazeta Mercantil, abordou a crise do setor, que operava com capacidade ociosa de 40% em plena safra. Com o agravamento da crise financeira global, os problemas da indústria frigorífica apenas se acentuaram. Assim, a crise fez evaporar o que o setor conquistara nos tempos de bonança. A Scot Consultoria estima que a capacidade de abate anual tenha se expandido em 5 milhões - antes da turbulência global -, enquanto a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirma que o fechamento de plantas diminuiu em 8,7 milhões a capacidade. Comunicação Acredita-se que as companhias que iniciam ou reforçam ações de comunicação agora, como Marfrig, Bertin, JBS e Minerva, só teriam empreendido essas estratégias por terem, antes da turbulência global, reunido mais condições para enfrentar os obstáculos. Isso teria sido possível graças à capitalização alcançada, seja por meio de exportação, seja pela abertura de capital, em anos anteriores. Fonte: Gazeta Mercantil. Por Neila Baldi. 16 de março de 2009.
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