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Scot Consultoria

Especialistas dizem que investir no mercado interno é bom negócio para pecuaristas durante a crise


Sexta-feira, 31 de outubro de 2008 - 10h04

Passado o período crítico de falta de crédito, país deve voltar a se consolidar no mercado mundial Voltar as atenções para o mercado interno será um bom negócio para se manter, em meio à crise internacional, na cadeia produtiva da carne. Segundo especialistas do setor, passado o período crítico de falta de crédito, o Brasil deve voltar a se consolidar no mercado mundial. A escassez de crédito ocasionada pela crise internacional é generalizada. No caso da pecuária, o principal reflexo se deu nas vendas externas, já que o Brasil é o principal exportador mundial de carne bovina. O volume de negócios caiu em pelo menos 15% em relação ao ano passado. Com o mercado externo sem crédito para importar e a indústria brasileira sofrendo do mesmo problema para enviar o produto, os frigoríficos paralisaram as atividades e deram férias coletivas aos funcionários. E essas mudanças já estão se refletindo nos preços. – Essa redução de atividade tira um pouco de quem está comprando boi no mercado. Tinha mais gente comprando, por isso se precisava de mais boi no mercado. Agora a demanda é um pouco menor, então os preços caíram – explica o consultor Maurício Nogueira, da Scot Consultoria. Desde a última semana, a arroba do boi gordo em São Paulo passou de R$93,00 para R$89,00. Para Nogueira, nesse cenário de negociações travadas e baixa oferta de animais a saída é investir no mercado interno. – Os frigoríficos têm que voltar a atenção para o mercado interno, que consome 75% da carne brasileira. Nesse momento de crise, como o Brasil ainda não está sendo tão afetado como outros países foram, é muito interessante voltar toda a sua atenção para o consumo interno. O analista em pecuária César de Castro Alves, da MB Agro, lembra que a crise é pontual e que a partir de 2009 a situação deve mudar, com o Brasil reforçando sua posição de líder no mercado mundial de carne. Ele também ressalta que o número de fazendas habilitadas a exportar para a União Européia está aumentando e não há previsão de queda no consumo. – As curvas de consumo mundial mostram que nos momentos de crise as carnes suína e de frango sofreram menos que a bovina, praticamente não houve desaceleração. A carne bovina desacelera um pouco, mas é muito suave. Então, se o futuro puder ser explicado pelo passado, provavelmente nós vamos continuar crescendo o consumo. Fonte: Canal Rural. Agronegócio. Por Mariane De Luca. 31 de outubro de 2008.
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