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Scot Consultoria

A invasão do Mercosul


Sexta-feira, 5 de setembro de 2008 - 11h23

Interessados em explorar nichos mais sofisticados de carne bovina nos mercados europeu e norte-americano, frigoríficos brasileiros adquirem plantas no Paraguai O frigorífico Minerva adquiriu, por 5 milhões de dólares, o controle do Friasa S/A, cuja planta está localizada em Assunção e abate 700 animais por dia. Além da expansão no Mercosul, a empresa informou que suas estratégias são a diversificação geográfica e a inserção em novos mercados. Recentemente, o Paraguai obteve o reconhecimento da OIE - Organização Internacional de Epizootias - como país livre de febre aftosa. Igual a outros frigoríficos movidos pela globalização, o Minerva quer ainda difundir sua tecnologia e ajudar a transformar a América do Sul em plataforma de exportação de carne. O Paraguai recebeu sinal verde para vender o produto para a União Européia e já faz negócio com a Rússia, o Oriente Médio e o Chile - país cujo mercado o Brasil ambiciona. Analistas do setor afirmam que os frigoríficos nacionais promovem a ofensiva no Mercosul de olho no comércio sofisticado de carne. Argentina e Uruguai têm condições sanitárias aprovadas e conseguem embarcar o produto in natura para os EUA, por exemplo. Segundo Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria, EUA e países da Europa pagam melhor pela carne de boa qualidade. No caso do Brasil, por problemas sanitários conhecidos, é vedada a venda in natura para esses países. O Friboi foi o primeiro frigorífico a colocar os pés no Mercosul, ao adquirir o argentino Swift em setembro do ano passado. O Marfrig, que divulgou lucro líquido de 152% no segundo trimestre deste ano em relação a igual período de 2007, também está na Argentina e no Uruguai, enquanto o Bertin abate gado no Paraguai e no Uruguai. E a “invasão” vai continuar, segundo consultores do mercado de carne. De acordo com a Abiec - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, a receita cambial com as exportações de julho foi de 513 milhões de dólares, o que representa um crescimento de 52,78% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado (janeiro a julho de 2008), são 3 bilhões de dólares, cifra 18,21% maior quando comparada a de 2007. Para Luiz Carlos Oliveira, diretor da Abiec, a temporada deve fechar nos 5 bilhões de dólares, um novo recorde. Confinamento Uma análise da engorda de boi em confinamento, sistema que tem crescido no país nos últimos anos, será efetuada nos dias 16, 17 e 18 deste mês, em Goiânia. A Conferência Internacional de Confinadores (InterConf) tem a supervisão do Cepea - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP. A InterConf quer tratar ainda de assuntos atuais da pecuária de corte, como mercados futuros e a termo. A Assocon - Associação Nacional dos Confinadores, sediada em São Paulo, cujo quadro é formado por 47 pecuaristas, divulgou em agosto uma pesquisa de intenção de confinamento para este ano. A entidade informa que serão terminados 578.451 animais por seus associados, um aumento de 6,7% em relação ao ano passado, mas que fica abaixo dos 22% indicados em pesquisa realizada no mês de março deste ano. O motivo continua sendo o custo elevado do boi magro, diz a Assocon. Fonte: Revista Globo Rural. Edição 275.
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