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Scot Consultoria

Boato de febre aftosa no MS reflete no mercado de carne


Quarta-feira, 9 de agosto de 2006 - 13h07

Preço da arroba do boi gordo ainda está estável, mas frigoríficos alongam escalas de abate. Os rumores de suspeita de febre aftosa no Mato Grosso do Sul ventilados no início da semana já refletem no mercado da carne. Apesar da arroba manter-se estável, segundo o diretor da Pasturas Agronegócios, Rodrigo Zobaran, os frigoríficos alongaram suas escalas de abate e estão menos pressionados na compra. “Houve aumento da oferta de vacas do Mato Grosso do Sul, sinal que o pecuarista pode ter ficado receoso e preferiu vender”, diz Sérgio Brandolezi Scarpelli, consultor da Pasturas. Leonardo Alencar, da Scot Consultoria, afirma que as escalas passaram de quatro para seis dias. “Os frigoríficos conseguem comprar um pouco a mais do que antes, mas a oferta continua abaixo da necessidade”, explica. A arroba do boi gordo estava sendo negociada ontem a R$55,00 com 30 dias, livre do funrural, e a da vaca, a R$50,00, nas mesmas condições. “A alta acelerada teve uma brecada, mas a tendência de alta permanece”, diz Alencar. Segundo o indicador Esalq/BM&F, a arroba teve alta de 6,3% entre 26 de julho e 2 de agosto, chegando a R$55,17. De acordo com Scarpelli, o pecuarista continua cauteloso, segurando o boi no pasto a espera de melhores preços. Apesar da declaração do ex-superintendente do Ministério da Agricultura no MS, José Felício, de que exames teriam apontado resultado “reagente” para a aftosa em fazendas fora da área de risco dos focos de outubro, até ontem, nenhuma informação oficial havia sido divulgada pelo órgão. Pecuaristas da região receberam a notícia com estranhamento, por ser ventilada num momento de forte alta. “Deve ser especulação para frear o mercado”, diz Marcos Bassan, do Núcleo da Carne. “Não adianta especular. Não tem oferta de boi e os preços não vão cair mais”, prevê o pecuarista Paulo Ribeiro. Fonte: GRAZIELA, D. Boato de febre aftosa no MS reflete no mercado de carne. Jornal Bom Dia Rio Preto. 9 de agosto de 2006.
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