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Prognóstico climático para segunda semana de fevereiro

Para a segunda semana de fevereiro, os volumes de chuva tendem a se manter favoráveis na maior parte do país, porém alguns estados ainda devem registrar acumulados abaixo do padrão climatológico.


Foto por: Bela Magrela

Foto por: Bela Magrela

Região Norte

Os mapas apontam para a continuidade de volumes elevados de chuva em grande parte da região Norte.

Amazonas, Acre, Rondônia e Pará deverão registrar os maiores acumulados, variando, em geral, entre 45mm e 105mm ao longo do período. As chuvas mais intensas tendem a se concentrar no Sul do Amazonas, Norte de Rondônia e Sudoeste do Pará. No Amazonas e no Pará, os volumes diminuem à medida que se avança para o Norte.

Em Roraima, não são esperados acumulados superiores a 10mm, enquanto no Amapá as chuvas devem atingir valores próximos a 45mm de forma relativamente homogênea em todo o estado.

No Tocantins, a precipitação deve ocorrer de maneira uniforme, mantendo acumulados semelhantes em todo o território, entre 45mm e 55mm, com tendência de volumes ligeiramente maiores nas áreas mais ao Norte.

Região Nordeste

As chuvas continuarão se intensificando na região e devem ficar abaixo da média apenas no Norte do Maranhão e do Piauí e no estado do Ceará, enquanto nas demais áreas os volumes permanecerão dentro do esperado para o período.

No Leste baiano, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, os acumulados devem variar entre 5mm e 25mm. 

Já no Oeste baiano, Maranhão e Piauí, são previstos volumes mais significativos, entre 35mm e 55mm, com pontos isolados no Sul do Piauí podendo alcançar cerca de 65mm. Esse cenário é bastante favorável para o Matopiba e para o desenvolvimento das lavouras de verão.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a distribuição das chuvas será heterogênea entre os estados, e o mapa de anomalias aponta precipitação abaixo da média em grande parte do Mato Grosso do Sul, no Sul de Goiás e no Sudoeste e Sul de Mato Grosso, embora sem indicação de eventos extremos.

Em Mato Grosso, os acumulados devem variar entre 35mm e 75mm, com os maiores volumes concentrados no Norte do estado e redução gradual em direção ao Sul.

Em Goiás, o padrão é semelhante, com acumulados entre 25mm e 75mm, sendo os maiores volumes previstos para o Norte e diminuição à medida que se avança para o Sul. O extremo Noroeste do estado poderá superar essas médias, alcançando até cerca de 85mm.

No Mato Grosso do Sul, os volumes previstos são mais modestos, variando entre 15mm e 35mm.

A predominância de tempo seco e quente em Mato Grosso do Sul acende um alerta para as lavouras de soja que se encontram na fase de enchimento de grãos, pois, caso as chuvas não se intensifiquem nas próximas semanas, há risco de perdas de produtividade no estado.

Região Sudeste

Os volumes de chuva devem apresentar variação expressiva entre os estados, com São Paulo e o extremo Sul de Minas Gerais registrando acumulados abaixo da média, com anomalias negativas que podem superar 25mm.

Em São Paulo, os acumulados serão baixos, variando entre 15mm e 35mm. O interior do estado tende a receber os menores volumes, enquanto áreas mais periféricas, próximas às divisas com outros estados e o litoral, devem registrar chuvas mais volumosas.

Em Minas Gerais, há contrastes entre as diferentes regiões. Áreas próximas a São Paulo devem ter acumulados mais modestos, não ultrapassando 25mm. À medida que se avança para o Norte do estado, os volumes aumentam, ficando entre 35mm e 65mm, com pontos isolados no Oeste podendo alcançar até 85mm. Os maiores acumulados devem se concentrar na região central e Noroeste mineira.

No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os volumes previstos variam entre 25mm e 35mm.

Região Sul

As chuvas voltam a se intensificar na região e, diferente do que foi observado nas últimas semanas, os mapas agora indicam precipitação abaixo da média apenas no Paraná, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem permanecer dentro do padrão climatológico.

Os menores volumes estão previstos para o Paraná, aumentando gradativamente em direção ao Rio Grande do Sul. No Paraná, os acumulados devem ficar próximos de 25mm, com leve elevação nas áreas mais próximas a Santa Catarina. 

Em Santa Catarina, os volumes médios devem alcançar 35mm, com alguns pontos podendo chegar a 45mm.

O Rio Grande do Sul será o estado com os maiores acumulados, variando entre 45mm e 55mm. Esses volumes mais expressivos são bastante favoráveis, uma vez que já haviam sido emitidos alertas em relação às condições climáticas no estado para as culturas de milho e soja, que apresentavam sinais iniciais de restrição hídrica. Embora essa restrição ainda seja considerada baixa, as chuvas previstas não devem ser suficientes para revertê-la completamente, sendo necessários bons volumes adicionais nas próximas semanas para aliviar a situação.

Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista de 9/2/2026 até 15/2/2026 (mm).

Fonte: NOAA

Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista de 9/2/2026 até 15/2/2026 (mm).

Fonte: NOAA

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