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Carta Conjuntura - O que o Brasil tem a perder com a Parceria Transpacífico?


Quarta-feira, 21 de outubro de 2015 - 10h58



Estados Unidos e outros onze países fecharam o maior acordo comercial da história.


Os Estados Unidos e Japão alinhavaram com outros dez países (Vietnã, Brunei, Cingapura, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México, Peru, Chile e Malásia), o maior acordo comercial da história, a Parceria Transpacífico {TPP, sigla em inglês (Trans-Pacific Partnership)}.


As nações que fazem parte do Acordo, respondem por 40% do PIB mundial e um mercado de 800 milhões de consumidores (11% da população mundial), segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).


A Parceria Transpacífico deverá movimentar bilhões de dólares por ano e promover o reajuste tarifário de 18 mil categorias de produtos.


Na economia globalizada é natural e importante a formação de blocos econômicos a fim de impulsionar o comércio entre países.  Políticas de redução ou até mesmo isenção de impostos e tarifas alfandegárias são comuns entre os participantes.


O Brasil e as exportações para os países da Parceria Transpacífico


Todos os países que fazem parte da Parceria Transpacífico são importadores de produtos brasileiros, vejam os exemplos a seguir:


Para os latino-americanos, México, Peru e Chile, o Brasil exporta industrializados como máquinas e motores, veículos e petróleo. Estados Unidos e Canadá importam café, açúcar, soja, aço, alumínio, petróleo e produtos químicos. A Austrália e a Nova Zelândia, café, suco de laranja, calçados, motores e fumo. O Japão é cliente de carnes, café, suco de laranja, calçados e fumo. Já com Brunei, Cingapura, Malásia e Vietnã o Brasil comercializa, principalmente, carnes bovina, de frango e suína, açúcar, grãos, algodão, petróleo, calçados, plásticos e ferro.


Diante disso, a preocupação é que, além de grandes importadores, existem importantes produtores destes itens negociados pelo Brasil. Com todas as facilidades comerciais geradas pelo Acordo, a tendência é que seja mais vantajoso para o Japão, por exemplo, importar carne de frango dos EUA do que do Brasil.


Mudanças no quadro de exportações brasileiras


Segundo uma pesquisa realizada pela Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as exportações brasileiras podem recuar até 2,7% em função da Parceria Transpacífico.


Para a agropecuária, os setores mais afetados serão os de carne, cujo PIB do setor poderá recuar 5,1%; produtos animais, que pode apresentar uma queda de cerca de 2,8%; frutas e vegetais, com uma redução de 2,5% e outras culturas como o café, com queda estimada em 1,1% do PIB do setor.


Parceria Transatlântico


Enquanto o Brasil se isola comercialmente, os EUA negociam outro importante acordo, semelhante ao Transpacífico, desta vez com a União Europeia, chamado de Transatlântico (TTIP, sigla em inglês).


Se de fato se acertarem, a competitividade do Brasil no mercado mundial estará ainda mais ameaçada.


Se continuar isolado, priorizando a África e o Mercosul, que tem sido pouco eficiente comercialmente em termos de aumento de volume, o Brasil corre o risco de perder mercados, e agravar ainda mais a situação econômica do país.


O Brasil precisa se adequar e se preparar para o que está por vir, a vanguarda está no acordo entre mercados ativos.

*Colaborou Felippe Reis, zootecnista da Scot Consultoria



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