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Carta Boi - Redução do rebanho do Centro-Oeste em 2013


Quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 - 16h44

Apesar do aumento da quantidade de bovinos abatidos, o rebanho nacional aumentou em 2013.


Segundo a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho bovino aumentou 0,2% entre 2012 e 2013, passando de 211,2 milhões para 211,8 milhões de cabeças.


Os dados se referem ao efetivo estimado para o final de cada ano. Ou seja, o rebanho da PPM 2013 é o rebanho inicial de 2014. As análises a seguir consideram os rebanhos no começo de cada ano.


REGIÕES


A região com a maior quantidade de bovinos é a Centro-Oeste, com 71,1 milhões de cabeças, seguida pela região Norte, com 44,7 milhões.


Apesar da quantidade maior de bovinos, a região Centro-Oeste foi a única onde houve diminuição do rebanho entre 2013 e 2014, uma retração de 1,7%.


A participação de fêmeas nos abates em alta entre 2011 e 2013 provavelmente colaborou com essa redução. 


Em regiões de pecuária mais nova, o crescimento da atividade acaba reduzindo o efeito dos abates de fêmeas. É o que podemos observar com os crescimentos de 2,5% na região Nordeste e de 2,0% na região Norte. 


Já no Sudeste a variação foi de 0,3% e no Sul o rebanho se manteve.



Apesar de o crescimento estar contido nos últimos anos, as regiões Sudeste e Centro-Oeste detêm 52,2% do rebanho nacional. O avanço da agricultura empurra a pecuária para terras menos valorizadas. 


Na região Norte, no entanto, a pressão ambiental tem limitado o desenvolvimento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o desmatamento em 2014 foi menos de um quinto do registrado em 2004.


ESTADOS


O maior rebanho é o de Mato Grosso, com 28,4 milhões e redução de 1,2% frente a 2013, seguido por Minas Gerais, com 24,2 milhões. Neste último o efetivo aumentou 1,0% entre 2013 e 2014.


Goiás apresentou a maior redução de rebanho, em valores absolutos, uma diminuição de 465 mil cabeças. Veja a tabela 1.



Dentre os quatro primeiros estados do ranking, o rebanho aumentou apenas em Minas Gerais, provavelmente por 2013 ter sido um bom ano para a pecuária de leite, representativa no estado.


MUNICÍPIOS


O maior rebanho municipal é o de São Félix do Xingu-PA, com 2,3 milhões de cabeças, maior que o de nove estados e o do Distrito Federal.


Entre 2004 e 2014 o efetivo na região aumentou 1,0 milhão de cabeças, o que representou um acréscimo de 80,4%.


Corumbá-MS, fica com a segunda posição, com 1,8 milhão de bovinos. Em dez anos o rebanho do município diminuiu 2,1%. 


O terceiro rebanho municipal é o de Ribas do Rio Pardo-MS, com 1,1 milhão de cabeças. A silvicultura tem tomado áreas deste município. Dentre os cem maiores rebanhos municipais, a maior parte está em Mato Grosso (30), seguido por Mato Grosso do Sul (21) e Pará (18). Veja a figura 2.



Deste grupo, em 28 houve diminuição do rebanho nos últimos dez anos, dos quais 16 (57,1%) estão em Mato Grosso do Sul. 


Isso mostra a pressão da agricultura e silvicultura sobre as áreas de pastagem. 


CONSIDERAÇÕES FINAIS


O crescimento do rebanho entre 2013 e 2014 foi tímido (0,2%). A estimativa é de que entre 2014 e 2015 não haja crescimento, devido ao volume de bovinos abatidos em 2014, próximo ao recorde de 2013.  A retenção de fêmeas, que começou em 2014, deverá colaborar com a retomada do crescimento do rebanho daqui a alguns anos. 


Os custos de oportunidade têm empurrado a pecuária das regiões de áreas caras. A pecuária que fica tende a ser mais tecnificada para competir com o custo de oportunidade gerado por outras atividades, como produção de grãos e silvicultura. 


Nas regiões de pecuária mais recente, como Norte e Nordeste, o rebanho tem crescido mais que no Centro-Sul, apesar da diminuição da abertura de áreas.



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