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Scot Consultoria

Mundo da fantasia


Sexta-feira, 17 de julho de 2020 - 16h00

Articulista nacional, Advogado, Consultor de Agronegócio, Diretor Acionista de uma Agroindústria e Presidente Executivo de uma Associação Brasileira


Foto: Scot Consultoria


Recentemente uma notícia foi veiculada de forma bombástica pela mídia internacional, em retaliação ao “desmatamento ilegal” no Brasil, contaminada por uma “verdologia desvairada” de seus financiadores que habitam as profundezas de um "mundo da fantasia", a empresa norueguesa Grieg Seafood, uma das maiores produtoras de salmão do planeta, excluiu uma subsidiária da Cargill, a Cargill Aqua Nutrition, da lista de fornecedores, em razão da soja brasileira.


O susto de alguns foi enorme e as Ongs ambientalistas, sempre em busca de argumentos por menor que sejam para bombardear o Brasil, adoraram. Totalmente desvinculados da realidade e sem qualquer conhecimento das causas dessa ação e as repercussões econômicas para o “gigantesco continente Brasil”, que ocupa mais da metade da América do Sul.


"A decisão da Grieg Food está vinculada aos R$558 milhões em títulos verdes (green bonds) recém-captados emitidos para financiar projetos sustentáveis com foco na mitigação do processo de mudanças climáticas", informação veiculada pela Gazeta do Povo em 4/7/2020, repercutindo matéria publicada pela Folha de São Paulo.


Como dizem os grandes autores policiais, para desvendar as causas de um crime e o criminoso basta “seguir o dinheiro”, aí está, já desvendadas as causas e os verdadeiros autores da exclusão da Cargill Aqua Nutrition da lista de fornecedores da Grieg Food, o que lamentamos profundamente, uma vez que a soja brasileira é a de melhor qualidade e a mais baratas do mundo. Com certeza o salmão ficará mais caro e perderá boa parte de sua qualidade, felizmente por não ser tão sofisticado prefiro o Filhote, Pedesvendascada Amarela, Pargo, Tambaqui e o Tucunaré, peixes de altíssima qualidade e sabor refinado.


Agora conheçamos, com auxílio da Wikipédia, um pouco a Noruega, cujo nome de acordo com alguns etimologistas significa “caminho do norte”, com uma população de 5,1 milhões de habitantes, distribuídos em uma área de 355.199 km2 dos quais 150 mil são ilhas. Com uma economia sólida, se originou com a união dos lendários vikings, em 872 DC, na batalha do Fiorde de Hafrs em Stavanger, comandada por Haroldo Cabelo Belo que veio a se tornar o primeiro rei da Noruega.


A preocupação com as mudanças climáticas e o meio ambiente por parte da Noruega é paradoxal, diz a BBC, na notícia veiculada em 25 de outubro de 2018:


Em novembro de 2017, as organizações ambientais Greenpeace Noruega e Natur og Ungdom (Natureza e Juventude) processaram o governo de Oslo por seu plano de permitir que 13 empresas petrolíferas mundiais procurem e extraiam petróleo no Mar de Barents (no círculo Polar Ártico). A medida, segundo as organizações, "viola a própria Constituição do país e o Acordo de Paris".


É preciso entender que o agro brasileiro não produz mídia e sim alimentos e é impressionante que alguns que ainda vivam no já citado “mundo da fantasia” possam se preocupar que a notícia da decisão de uma única empresa que cultiva salmão em cativeiro e importa uma parte da produção de soja brasileira de uma multinacional com sede no estado de Minnesota, EUA, presente em cinco continentes e emprega mais de 160 mil pessoas em 67 países, possa impacta-la ou à economia do Brasil.


Para quem tenha qualquer dúvida, basta olhar para o mercado internacional e verificar que os maiores compradores dos nossos produtos do agro sequer “piscaram”. O que é preciso reconhecer em relação ao noticiado, é o fato de que os nossos concorrentes no mercado internacional, em desvantagem, utilizam qualquer arma para tentar desqualificar o Brasil.


O Brasil urbano tem que se livrar do “complexo de vira-lata” e reconhecer que o nosso país é uma das maiores potências mundiais na agropecuária que além de suprir, com folga o seu povo ainda contribui com a alimentação de aproximadamente  25 % da população mundial, hoje mais carente que nunca.


O que os concorrentes internacionais precisam entender é que não temos qualquer necessidade de inimigos externos, os nossos maiores inimigos são os internos, que criam diariamente campanhas contra o agro, além de naturalmente, o enorme endividamento e o biliardário passivo retroativo do Funrural, sem esquecer da voracidade da Receita Federal para taxar o mais exitoso setor da nossa economia. Esse organismo arrecadatório poderia, pelo menos, aprender com os concorrentes internacionais o carinho e o cuidado que dedicam aos seus próprios setores rurais.


Os inimigos externos como não conseguiram invadir, ocupar ou dominar a Amazônia, resolveram atacá-la e bombardeá-la com todas as armas possíveis e imagináveis, não importando se são honestas e verdadeiras ou não. Usam a estratégia de “guerrilha midiática”, não dão a mínima importância aos números que comprovam que o nosso país é o que mais preserva no planeta e tem as políticas mais duras em relação ao meio ambiente.


A exclusão de uma empresa “micro-importadora” do “caminho do norte” da soja brasileira da sua lista de importações, que parecia ser uma bomba se configurou em apenas um “estalinho”.


 





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