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Scot Consultoria

Mitos e verdades das “Novas Soluções Tecnológicas” para o manejo da fertilidade do solo da pastagem e para a nutrição da planta forrageira – parte 2


Terça-feira, 9 de junho de 2020 - 09h10

Zootecnista, professor de Forragicultura e Nutrição Animal no curso de Agronomia e de Forragicultura e de Pastagens e Plantas Forrageiras no curso de Zootecnia das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda; investidor nas atividades de pecuária de corte e de leite.


Foto: Scot Consultoria


Dando continuidade a "Mitos e verdades das “Novas Soluções Tecnológicas” para o manejo da fertilidade do solo da pastagem e para a nutrição da planta forrageira – parte 1"


Corretivos

Em relação ao uso de corretivos de solo em algumas regiões tem aparecido como opção de uso o gesso de construção em substituição ao gesso agrícola, e as empresas têm divulgado seu uso e o comercializado para o mesmo fim. Apesar da composição deste tipo de gesso ser muito próxima da do gesso agrícola já tradicionalmente usado e validado na agricultura e em pastagem, é preciso ser investigado pela pesquisa para avaliar a resposta das culturas agrícolas e forrageiras em geral, como também, e principalmente, a concentração de metais pesados em sua composição.


Adubos revestidos com polímeros

No caso da adubação de plantio, tem sido recomendado o uso de fontes de fósforo solúveis em água e citrato neutro de amônio (CNA) com a tecnologia do seu revestimento com polímeros. Apesar de em pesquisas com cultivos agrícolas a resposta deste tipo de tecnologia ter trazido ganhos significativos em produtividade, da ordem de 25% comparada com as fontes tradicionais está ainda não foi investigada e validada em pastagens.


Fontes de fósforo com baixa solubilidade

Outra “solução” que tem sido recomendada e vendida pelas empresas é o uso como corretivo ou como adubo de plantio e de cobertura de fontes de fósforo de baixa solubilidade em água e CNA, mas de alta solubilidade em ácido cítrico (os fosfatos naturais de origem sedimentar, importados, e os termofosfatos), e pior ainda fontes de baixa solubilidade até mesmo em acido cítrico (os fosfatos naturais brasileiros), como também fontes com parte do fósforo solúvel em água e CNA e parte solúvel em acido cítrico (os parcialmente acidulados).

Estas recomendações vão em sentido contrário ao que a pesquisa nacional tem validado nas últimas quatro décadas em relação às condições para a maximização da eficiência agronômica (EA) daquelas fontes de fósforo. Diga-se de passagem, que as condições que maximizam a EA de umas são totalmente diferentes, contrárias e incompatíveis com as que maximizam as outras. A EA das fontes solúveis em água e CNA é aumentada quando aplicadas em solos corrigidos (pH acima de 5,5 em CaCl2 ou 6,0 em H2O), localizados na linha, ou no sulco ou na cova de plantio, e, de preferência, granulados; enquanto que a EA das fontes solúveis em acido é aumentada quando aplicadas em solos com pH abaixo de 5,5 em CaCl2 ou 6,0 em H2O, a lanço e incorporado, e na forma em pó. Como então compatibilizar o uso de uma fonte parcialmente acidulada, ou a aplicação de fosfatos naturais em pastagens intensivas, cujo pH é mantido acima daqueles valores para a maximização das respostas às adubações com N, P, K, S, Ca e Mg? Como então compatibilizar o uso de uma fonte parcialmente acidulada ou a aplicação de fosfatos naturais, os quais precisam ser incorporados com grade, em pastagens com bom estande da planta forrageira? Ou colocá-las na cova, ou no sulco, ou na linha de plantio?


Bioestimulantes

Outra “nova solução tecnológica” que tem sido recomendada e vendida pelas empresas são os bioestimulantes dos sistemas solo e planta. No solo ativa o desenvolvimento de vida microbiana, a qual acelera a ciclagem de nutrientes a partir de maior taxa de decomposição: mineralização da matéria orgânica e da liberação de fósforo e potássio fixados no solo. Na planta aumenta a eficiência fotossintética, aumenta seu enraizamento e a simbiose com microrganismos benéficos, melhora seu metabolismo e seu estado de saúde. Esta “solução tecnológica” tem sido objeto de pesquisas nas culturas de café, cana-de-açúcar, feijão, milho, soja, tomate, entretanto, ainda não fazia parte de protocolos de pesquisas em solos de pastagens. Um integrante do Grupo de Estudos e Trabalhos de Pesquisas em Pastagens (GET) das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU), conduziu um experimento em pastagem intensiva de capim-Tanzânia e concluiu que não houve diferenças significativas para os parâmetros avaliados (alturas da planta no pré e no pós-pastejo, a massa de forragem no pré e no pós-pastejo, as densidades das massas de forragem no pré e no pós-pastejo, o acumulo e a taxa de acumulo de forragem, e a composição química da forragem) nos tratamentos, adubação completa comparado com os tratamentos com redução de doses de fertilizantes com e sem os bioestimulantes. 


Em julho

Em julho darei sequência neste artigo abordando as soluções tecnológicas de fontes de nitrogênio. Espere por favor.





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