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Plantio em tempo recorde


Terça-feira, 22 de novembro de 2011 - 09h25

O plantio da safra de soja 11/12, em Mato Grosso, é o mais rápido da história local, finalizado em praticamente oito semanas na região médio norte, que sozinha corresponde a pouco mais de 40% dos 6,78 milhões de hectares que deverão ser cobertos com a cultura nesta temporada. A evolução “driblou” a maior extensão de terras. No mesmo período do ano passado, a região estava com 92% da área plantada. De uma safra para a outra a região ampliou em 3% a área que passou de 2,43 milhões de hectares para 2,64 milhões. A evolução, observada de modo geral em todas as regiões, puxou a média estadual de plantio que atinge 93,9% do total a ser cultivado e que supera em 7,2 pontos percentuais o observado no mesmo período do ano passado, quando apenas 86,7% estavam semeados. Mesmo com área 5,8% superior à extensão coberta na safra anterior (10/11), os trabalhos seguem ritmo acelerado, embalados pelo regime mais pulverizado de chuvas e principalmente, pelos investimentos em tecnologia decorrentes da ampliação/renovação do parque de máquinas. O encerramento antecipado do plantio é de fato inédito dentro das estatísticas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). E essa evolução não garante apenas um bom desenvolvimento à soja, como também amplia as já positivas perspectivas para a segunda safra no estado, tanto ao algodão, como principalmente ao milho. Até 14 de novembro do ano passado, por exemplo, nenhum município havia encerrado a semeadura. A safra 10/11, foi marcada pela estiagem, fato que retardou em um mês o início da safra e esse atraso se estendeu por todo plantio e colheita. Comparando o atual período com 2009, ano tido como sem sobressaltos, nenhuma região ou município havia encerrado os trabalhos e a média era de cobertura de 92,8% em Mato Grosso. “O destaque nesta safra 11/12, foi a agilidade do plantio, como um todo, mas em especial nas regiões oeste e médio-norte que, com o atual potencial tecnológico do parque de máquinas conseguiram superar todos os anos anteriores”, pontua o analista do Imea, Daniel Latorraca Ferreira. Como ele destaca também, a safra atual de soja tem todas as prerrogativas para contabilizar recordes do começo ao fim. “Área e produção recordes. Plantio e colheita recordes”. Se as duas últimas safras puderam capitalizar o produtor, completa o analista, e isso se reverteu em mais tecnologia no campo, principalmente com a inserção de mais máquinas, “teremos não apenas um plantio recorde, que deve ser finalizado até o dia 3 de dezembro, como uma colheita recorde e tudo isso beneficia e muito o milho, que no estado é cultivado na medida em que a soja é colhida”. Nesta outra etapa da safra, que é o desenvolvimento das lavouras e a posterior colheita, Latorraca destaca que o clima segue como fator determinante ao sucesso, mas mesmo assim, “as previsões de clima não indicam problemas sérios e por isso não arrefecem em nada as projeções recordistas para a temporada 11/12”. Todos os dez principais municípios do médio norte estadual (Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Mutum, Ipiranga do Norte, Sinop, Tapurah, Santa Rita do Trivelato, Nova Ubiratã, Vera e São José do Rio Claro) encerraram o plantio e a região, assim como Lucas do Rio Verde, é a maior produtora mato-grossense de milho segunda safra. A região noroeste está com 85,5% da área plantada, o norte com 99%, nordeste com 71,6%, centro sul com 95,2% e o sudeste com 94,5%. Mesmo sendo uma região de plantio mais tardio, Campo Verde 9139 quilômetros ao sul de Cuiabá), está com 99% dos seus 168,30 mil hectares semeados. A região oeste é o único ‘porém’ do balanço do plantio da atual temporada. Com 98,6% dos mais de 976 mil hectares plantados, a região está em ritmo acima do registrado em estatísticas, no entanto, por ter sido a primeira a plantar, ainda em setembro deste ano, sofreu com a irregularidade do regime de chuvas, o que obrigou sojicultores de Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) e de Campos de Júlio (553 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) a replantarem cerca de 4% do total dos dois municípios. Como explica o presidente do Sindicato Rural de Sapezal e vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado de Mato Grosso (APROSOJA), José Guarino Fernandes, houve locais nas duas cidades que ficaram até 21 dias seguidos sem chuvas e isso demandou o replantio. “O valor a ser desembolsado eu não sei informar agora, visto que o produtor está apenas jogando semente novamente, sem nenhum outro investimento. Algumas áreas acabaram de ser replantadas e outras estão em curso”. Considerando as áreas de cada município destinadas à soja cerca de 367 mil em Sapezal e de 334 mil em Campos de Júlio, há um total de 701 mil hectares, dos quais pouco mais de 28 mil tenham sido replantados. Fonte: Diário de Cuiabá. Por Marianna Peres. 22 de novembro de 2011.
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