Apesar do preço do leite, na média nacional, ter ficado praticamente estável no pagamento de junho, o comportamento do mercado variou bastante de acordo com a região do País.
Enquanto que no Maranhão houve uma reação de quase 5%, em Goiás o preço médio recuou 3,73%.
Acompanhe o porquê.
MARANHÃO
O preço do leite pago ao produtor no Maranhão é um dos menores do País, como pode ser observado na figura 1.

Atualmente está cerca de 26% mais baixo do que a média nacional.
A produção de leite do Estado é modesta, respondendo por cerca de 1,3% do volume total produzido no Brasil, ou 340 mil litros/ano.
Em maio, o volume captado pelas empresas locais ficou estável, assim como foi observado nos demais Estados do Nordeste. Mas começou o período de seca.
A tendência agora é de queda na produção. Por isso, as empresas consultadas falam em reação nos preços que serão pagos em julho, referentes à produção de junho. Há quem fale em aumento de R$0,03/l, o que representa cerca de 5%.
GOIÁS
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Goiás ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de leite do País, com volume pouco menor que do Paraná e do Rio Grande do Sul (segundo e terceiro colocados, respectivamente).
A produção no Estado é de pouco mais que 2,6 bilhões de litros.
Em junho, o preço médio do leite em Goiás, pago pela produção de maio, ficou cerca de 1,7% acima da média nacional.
Em 2007, a diferença média entre os preços do Estado e da média nacional ficou em torno de 7%, a favor de Goiás. Uma exceção ao que foi observado nos últimos 10 anos, já que normalmente os valores ficam muito próximos.
No pagamento de junho foi registrada retração, pois as empresas alegam que o mercado esfriou e que existe dificuldade em reajustar os preços dos lácteos, principalmente de alguns queijos.
Para o próximo pagamento, a tendência é de queda nos preços.
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