Em maio, os preços do leite reagiram em todos os Estados, com exceção apenas do Pará, onde não houve variação.
Os maiores aumentos ocorreram em Mato Grosso e em Alagoas, ultrapassando 5%. Mas a maior parte dos Estados apresentou variações médias de 2 a 3%.
SÃO PAULO
São Paulo apresenta, atualmente, o segundo maior preço do leite pago ao produtor, atrás apenas do Rio de Janeiro, conforme pode ser observado na figura 1. O reajuste médio em maio foi de 2,97%.

Pelo fato do Estado ser o maior consumidor de lácteos e, por isso, importar a maior parte deles, o mercado está firme para os produtores locais.
Cerca de 50% das empresas consultadas falam em aumento de preços em junho, 44% acreditam em estabilidade e apenas 6% apontam possível retração.
Da mesma forma, o mercado “spot” paulista mostrou-se aquecido e comprador em maio. Não há sobra de leite cru e as indústrias estão indo atrás de leite.
O preço do litro de leite no “spot” variou de R$0,80 a R$0,98, sendo comercializado, em média, em R$0,89.
Quanto à captação, poucas empresas relataram aumento no volume: apenas 9%. A maior parte delas (68%) manteve a captação e 23% disseram que o volume de captação caiu, seja por queda na produção, seja pelo aumento da concorrência na aquisição da matéria-prima.
GOIÁS
Já em Goiás, nenhuma empresa consultada apontou reação na captação de leite, para 70% delas houve manutenção do volume e para os 30% restantes ocorreu queda.
O mercado “spot” mostrou-se mais lento na segunda quinzena de maio e o preço médio fechou em R$0,83/l.
Para o produtor, a expectativa é de início de retração – ainda que leve – para o pagamento de junho. É o que acreditam cerca de 63% das empresas consultadas. Para elas, a venda dos produtos lácteos diminuiu e o mercado está ofertado.
Desde o pagamento de dezembro de 2007, o preço do leite reagiu 11,3% em Goiás. É menos do que o registrado na média nacional, cujo aumento foi de 15,2%.
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