O mercado de leite está aquecido, no entanto, no pagamento de abril (pela produção entregue em março), destaca-se o Sul do país. Nessa região, o reajuste médio foi de 7,6%.
A menor disponibilidade de leite, associada à demanda aquecida, provocou esse aumento.
RIO GRANDE DO SUL
No extremo Sul do país, o produtor recebeu, em média, R$0,676/l, valor 12,6% mais alto do que a média dos últimos 10 anos, considerando preços atualizados pelo IGP-DI. Analisando esse período, considerando a inflação, o pico de preços no Estado ocorreu no pagamento realizado em agosto de 2007. Naquela época foi pago em média, em valores reais, R$0,754/l. Assim, o atual preço está cerca de 10% abaixo da média mais alta já registrada no Rio Grande do Sul, na última década.
Mas essa diferença tende a diminuir, uma vez que as empresas locais sinalizam que o mercado deve continuar firme. Para o próximo pagamento a expectativa é de novos reajustes.
PARANÁ
O Paraná é o Estado da região Sul que apresentou a maior média de preços do leite no pagamento de abril, R$0,721/l. Teve produtor que recebeu mais de R$0,86/l.
Todas as empresas consultadas relataram queda na captação de leite, assim como também foi unânime a opinião de que os preços vão subir no pagamento a se realizar em meados de maio, referente à produção entregue em abril.
Os atuais preços pagos estão cerca de 19% mais altos do que a média dos últimos 10 anos, considerando o efeito da inflação.
SANTA CATARINA
Na lanterna está Santa Catarina, que há meses é o Estado com os preços mais baixos do Sul do Brasil. Em abril, o produtor recebeu, em média, R$0,659/l, sendo que os valores variaram de R$0,49/l a R$0,84/l. O reajuste médio foi de 9,7%, proporcionalmente o maior dos últimos 10 meses.
Mas, ainda assim, está valendo cerca de R$0,06/l menos do que agosto de 2007, mês de preços mais altos registrados desde meados de 2002.
Para o próximo pagamento, os preços devem reagir.
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