• Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
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Mercado firme em todos os estados

Mercado firme em todos os estados


No pagamento de leite realizado em abril, nenhuma das regiões do Brasil pesquisadas pela Scot Consultoria apresentou retração nos preços. Apesar das oscilações terem variado de região para região, o mercado está firme em todos os Estados. São Paulo, Goiás e Minas Gerais atualmente apresentam, nessa ordem, os maiores valores médios do leite pagos aos produtores, conforme pode ser observado na figura 1. SÃO PAULO Em São Paulo, o atual preço do leite é o mais alto dos últimos 21 meses e está cerca de 3% acima da média dos últimos cinco anos, considerando valores atualizados pelo IGP-DI. Em abril, ocorreu uma alta de R$0,05/l, em média, sendo que em regiões isoladas a reação chegou a R$0,08/litro. É o caso, por exemplo, da região de Ribeirão Preto. O produtor recebeu, em média, R$0,58/l. Na Alta Mogiana, o mercado “spot” trabalhou próximo dos R$0,69/litro, sem que a oferta atendesse a demanda. Para o pagamento ao produtor em abril, cerca de 7% nas indústrias paulistas acreditam em estabilidade nos preços, enquanto 93% acreditam em alta, porém em intensidade menor da que foi observada em abril. GOIÁS Em Goiás, a região de Rio Verde foi a que apresentou maior variação positiva nos preços do leite. Em média, o produtor recebeu R$0,08 a mais por litro. Em todo o Estado, o mercado “spot” está bem aquecido, chegando a R$0,75/l. Para o pagamento a ser efetuado em meados de maio, Goiás deve apresentar ainda uma reação considerável. Tem indústria apontando reajuste de R$0,05/l. A propósito, todas elas falam em aumento nos preços. MINAS GERAIS As altas observadas nos preços do leite, nas cinco regiões de Minas Gerais pesquisadas pela Scot Consultoria (Lavras, Governador Valadares, Belo Horizonte, Montes Claros e Triângulo Mineiro) variaram de R$0,03 a R$0,07/l, em média. Apesar do mercado aquecido e com tendência de alta para maio, cerca de 30% das indústrias mineiras apontam estabilidade para o próximo pagamento. Elas observam que, em abril, a captação não estava recuando tanto quanto em março, pois já havia produtores fornecendo ração às vacas.
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