• Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Mercado Futuro: cai no boato, sobe no fato?

Quem toma decisão na emoção, geralmente tende a fazer negócios ruins!


Foto: Shutterstock

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Amigos, primeiro B&C do ano e não poderia iniciar qualquer texto sem desejar muita saúde, felicidades e prosperidade a todos!

Uma frase muito conhecida no mercado acionário é: “a bolsa sobe no boato e cai no fato”, isso porque o mercado costuma antecipar alguns movimentos e, em muitas vezes, até exagera.

Pegando o gancho dessa conhecida frase, trago algo que aconteceu recentemente no nosso universo pecuário, mas em outro formato: o mercado caiu no boato e subiu no fato. Veja na figura 1.

Figura 1.
Cotação do contrato futuro do boi gordo na B3 (BGI) com vencimento para janeiro de 2026.
Fonte: B3 / Elaboração: Raphael Galo.

Note como, após o anúncio da China para adiar o resultado/ação das investigações em novembro/25 (relembrando que essa apuração iniciou em 27/12/24) para até 26/1/26, isso trouxe incerteza para o mercado e queda!

Por que isso acontece?

Outra frase que resume bem esse movimento é: “O mercado não tem medo de subir e nem medo de cair, tem medo da incerteza”.

Olhe como, no primeiro dia de pregão do ano, os preços se comportaram... já abriram em queda (-0,2%), estenderam até (-0,8%) e fecharam em alta (+1,3%). Pode parecer pouco em porcentagem, não? Mas, em R$/@, entre a mínima e máxima, o contrato oscilou R$6,60/@!

Tenho 100,0% de certeza de que todo leitor ficaria muito mais contente vendendo todo o lote de boiada com R$6,60/@ a mais, não? [Risos].

O mercado caiu na emoção... e iniciou o movimento de alta na razão.

Mas por que razão subiu, se a medida é realmente ruim? Simples. A China vai sobretaxar o excedente da cota de 1,1 milhão de toneladas, mas estamos em janeiro!

Sabe quando a China atingiu esse volume de exportação do Brasil? Apenas em setembro... e olhe que 2025 foi um ano recorde em volume exportado. Portanto, não faz sentido os contratos futuros de curto prazo (janeiro, fevereiro e março) caírem... sem contar que ainda temos as cotas americanas abrindo no início do ano, a possibilidade de abertura de mercado ao Japão, entre outros...

O que quero dizer é: quem toma decisão na emoção, geralmente tende a fazer negócios ruins!

Já que estamos no início do ano, faça essa reflexão. Traga mais dados, estatísticas, análises e consultorias nas suas decisões, para te ajudarem a colher resultados melhores neste ano, que com certeza também terá muita volatilidade à frente!

Forte abraço e bons negócios!

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