Se juntarmos a análise fundamentalista e a análise técnica, teremos a possibilidade de obter um resultado melhor.
Amigos, durante esses quase dois anos escrevendo aqui, trouxe diversas vezes a funcionalidade de indicadores de análise técnica, que são importantes você acompanhar (além dos fundamentos, é claro).
Gosto muito da premissa de que o fundamento nos mostra a direção dos preços e a análise técnica ajuda a identificar o melhor momento para tal.
Assim como no mercado físico, no mercado futuro (bolsa) os preços são resultado de compra e venda entre partes. Acontece que, como o mercado futuro “anda na frente”, ele pode, e acontece frequentemente “exagerar o movimento”.
Trouxe aqui dois exemplos diferentes para exemplificar:
Figura 1.
Contrato futuro do milho.
Fonte: B3 / Elaboração: Raphael Galo
Na figura 1, vemos o contrato futuro de milho. Olhe como no início de outubro o mercado apontava uma “sobrevenda” (linha abaixo, em azul) e, logo em seguida, tomou um movimento altista, com boa amplitude. Aqui, teve reflexo das notícias/fundamentos sobre comercialização, janela da próxima safrinha, entre outros.
Logo em seguida, após a alta, veja que o mercado “exagerou” no movimento e chegou a ficar “sobrecomprado” (linha abaixo, em azul), o que, logo em seguida, fez os preços caírem.
Agora, na figura 2:
Figura 2.
Contrato futuro do boi gordo.
Fonte: B3 / Elaboração: Raphael Galo
A dinâmica é a mesma que na figura 1. No entanto, aqui, no início de novembro, os preços estavam em região de “sobrecompra” (linha abaixo, em azul) e, logo em seguida, caíram e foram para a região de “sobrevenda” (linha abaixo, em azul).
O que quero trazer de mensagem hoje aqui é que, se juntarmos a análise fundamentalista e a análise técnica, teremos a possibilidade de obter um resultado melhor do que sem nenhuma delas ou com apenas uma das análises.
Nesse exemplo do boi gordo, ao identificando que o mercado estava “sobrecomprado”, com preços próximos de R$340,00/@, era um indicativo para que se fizesse travas de preços, mesmo que parciais. Afinal, apesar de ter fundamentos altistas (como a exportação), ainda tinha muita oferta de bovinos, dois contrapontos nos quais, a análise técnica ajudou a direcionar qual seria a próxima direção (queda), e foi exatamente o que aconteceu.
Lembrando que nenhuma análise ou técnica é infalível, mas a constância na utilização de ambas comprovadamente trará melhores resultados no médio e no longo prazo!
E você, ainda relutado em implementar na sua gestão as ferramentas de proteção de margem?
Forte abraço e bons negócios!
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