Com as alta recentes do índice Esalq à vista, que saiu de R$79,41/@ na última quarta-feira (14/5) para R$81,19/@ em 20/5, os contratos futuros ganharam muita força e também seguiram em forte tendência de alta. Recordes foram batidos todos os dias.
No pregão de 20/5 o contrato de outubro chegou a bater em R$95,79/@, uma alta de pouco menos de um real para o ajuste do dia anterior. Porém, durante o dia, acabou perdendo a força e fechando em R$95,00, “apenas” 11 centavos acima do ajuste anterior. Já no chamado “after market” (período das 17 às 18 horas que conta para o ajuste do dia seguinte), o contrato de outubro abriu em queda, atingindo em sua cotação mínima o valor de R$94,00/@. E em 21/5 pela manhã a queda se acentuou, chegando a ser cotado na mínima do dia a R$93,20/@.
O que chamou a atenção nessa forte alta foi o grande aumento de posição vendida de Pessoa Jurídica Não Financeira (nessa categoria enquadram-se todas as empresas não financeiras que operam em bolsa, incluindo-se aí os frigoríficos), que passou de uma posição vendida de 15.988 lotes no dia 6 de maio para os atuais 23.011 após o fechamento do pregão de 20/5.
Acompanhe na figura 1 a evolução da posição líquida desse participante. Posição líquida é o resultado da soma do total da posição comprada menos o total da posição vendida desse participante. Um resultado positivo dessa conta indica que o participante está mais comprado que vendido, e um resultado negativo indica que ele está mais vendido que comprado.

Com a alta dos preços para a entressafra, a demanda para a “trava” de preços começa a aumentar. Esse aumento de posição vendida de Pessoa Jurídica Não Financeira não é somente devido à venda para hedge de compra de boi a termo, mas pode também ser entendido como um indicador desse fato. Também pode ser um sinal de que os pecuaristas consideram esses preços remuneradores...
Um forte abraço e até a semana que vem!!!
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