• Terça-feira, 7 de julho de 2026
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Tudo gira em torno da crise econômica

Tudo gira em torno da crise econômica


Em função de um início de ano ainda difícil para as exportações, os curtumes voltaram a pressionar o mercado, derrubando as cotações da matéria-prima. No Brasil Central, o couro verde de primeira linha caiu R$0,05/kg. Na verdade, muitos compradores já trabalham com R$0,60/kg. No Rio Grande do Sul, o recuo foi de R$0,10/kg. Está ficando repetitivo, mas o fato é que o couro, altamente dependente das vendas externas, vem sendo castigado pelos reflexos da crise econômica. Afinal, o mercado mundial gira em torno das indústrias moveleiras e automotivas, principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão, que estão reduzindo drasticamente a produção. De toda forma, alguns curtumes consultados apontam que, apesar da tendência para o couro verde ainda ser de queda, o mercado pode estar se aproximando do piso. Afinal, só no último ano a queda acumulada da matéria-prima já alcançou 63%, sendo que isso não ajudou em nada o andamento dos negócios. Nem a desvalorização do real ao longo dos últimos meses tem trazido algum alento. Parece que os problemas não estão atrelados aos preços, mas sim à falta de liquidez e ao arrefecimento das expectativas de venda dos setores demandantes de couro. ... o mercado mundial gira em torno das indústrias moveleiras e automotivas, principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão, que estão no centro da crise. Além do mais, muitos curtumes estocaram couro wet blue, e até mesmo salgado, e a única coisa que estão vendo é o estoque se desvalorizar, sem sair do lugar. As empresas curtem apenas para atender os parcos contratos que estão de pé. E afirmam que o fazem somente para preservar os clientes, pois a atividade não se mostra economicamente viável. A ociosidade média do setor gira, hoje, em torno de 50%, sem expectativa de alteração desse quadro no curto prazo. SEBO FIRME O mercado do sebo bovino, por sua vez, trabalha em ambiente firme. Alguns compradores, que ofertavam R$1,35/kg na semana passada, subiram para a casa dos R$1,40/kg e, para a próxima semana, não se descarta a possibilidade de ocorrerem correções positivas. A demanda por sebo tradicionalmente aumenta nos meses quentes do ano. Além do mais, apesar de ser safra do boi gordo, a oferta se mostra relativamente reduzida, impactando a disponibilidade de sebo no mercado. De toda forma, as indústrias de higiene e limpeza (assim como todos os outros setores da economia) também se mostram preocupadas com os futuros efeitos da crise sobre o desempenho das vendas.
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