O mercado do couro verde de primeira linha e do couro catado, no Brasil Central e no Rio Grande do Sul, começou o ano estável. Sem apresentar novidades, os curtumes aguardam enquanto o mercado continua a andar de lado, pelo menos neste início de ano.
PONTO DE VISTA
Os agentes relacionados ao setor torcem pela retomada da força das exportações e se mostram pessimistas caso o cenário não mude rapidamente no mercado internacional, mas esse não parece ser o caso. Os dados oficiais ainda não saíram, mas de acordo com os compradores as exportações de couro caíram entre novembro e dezembro.
A crise financeira desestimula os compradores estrangeiros, que duplicam a cautela antes de tomar alguma decisão de compra.
Sendo assim, não será surpresa a ocorrência de uma nova queda dos preços nas próximas semanas, como vem ocorrendo por nove meses seguidos. A desvalorização já chegou a 61,1% desde o início do movimento de baixa.
A redução das vendas também não dá suporte às cotações e estas poderiam ser ainda menores caso o abate de bovinos não estivesse reduzido.
MERCADO LENTO
Os curtumes têm trabalhado com ociosidade alta. Até 70% em algumas indústrias. Dessa forma torna-se oneroso manter unidades e muitas começam a fechar nos mercados mais lentos, caso de Minas Gerais, onde a cotação do couro verde de primeira linha costuma ser mais baixa.
Se o mercado estava ruim, a crise veio para agravá-lo. Somente um fato novo poderá reverter as expectativas.
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