Ano de baixa para o couro verde.
O mercado mundial não esteve comprador. Além do mais, no primeiro semestre de 2008, os curtumes amargaram uma queda de 8,7% no dólar.
No segundo semestre, porém, o câmbio começou a reagir. No entanto, as vendas (exportações) pioraram, em função do acirramento da crise econômico-financeira iniciada nos Estados Unidos.
Entre janeiro e novembro de 2008 (os resultados de dezembro ainda não haviam sido divulgados até o fechamento desta edição), o Brasil exportou, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 289,19 mil toneladas de couro, com receita de US$1,78 bilhão. O que significa retrações de 22,2% em volume e 10,9% em faturamento na comparação com o mesmo período de 2007.
Tal cenário derrubou as cotações do couro verde, mesmo com a produção em queda. Os curtumes também reduziram a produção e pressionaram o mercado.
Acompanhe, na tabela 1, as variações das cotações do couro verde ao longo de 2008.
Na tabela 2 estão dispostas as variações dos preços médios de 2008 em relação a 2007.
Foi também em 2008 que se consolidou a tendência iniciada no final de 2007: o couro verde passou a valer menos que o sebo.
Para 2009, o desempenho do setor estará condicionado, principalmente, ao comportamento da demanda, que dependerá do sucesso das medidas adotadas por governos do mundo todo para combater a crise.
SEBO COM PREÇOS MAIS ALTOS
Já o mercado do sebo bovino trabalhou em alta ao longo do primeiro semestre de 2008, principalmente em função da oferta reduzida (retração dos abates) e da demanda em patamares razoáveis.
Ao longo do segundo semestre, porém, a tendência se inverteu, em função, principalmente, à procura mais comedida. E mais especificamente no final do ano, o mercado do sebo também passou a sentir os reflexos do recrudescimento da crise econômica.
Os preços recuaram ao longo do ano, como ilustra a tabela 3.
No entanto, na comparação com 2007, graças ao bom desempenho do primeiro semestre, as cotações reagiram. Acompanhe na tabela 4.
Vale lembrar que o sebo, hoje, também é energia, pois é usado na produção de biodiesel. Portanto, em 2009 será preciso ficar de olho também no comportamento do petróleo e dos óleos vegetais.
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