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Exportações em queda

Exportações em queda


As cotações do couro verde seguem estáveis. A maior parte dos frigoríficos do País está trabalhando bem abaixo da capacidade normal de abate, o que reduz a disponibilidade de couro no mercado. Como não encontram matéria-prima, e o preço não agrada, os curtumes também trabalham com o “freio de mão” puxado. Nesse ambiente, a tendência é que o mercado siga andando de lado. EXPORTAÇÕES EM QUEDA As exportações de couro, em volume, recuaram pelo quarto mês consecutivo (veja na figura 1). Em faturamento, tem-se a segunda queda seguida. Em julho foram exportadas 27 mil toneladas, com faturamento de US$161,80 milhões. Em relação ao mês anterior, junho, houve recuo de 15% em volume e de 10% em receita. Já na comparação com julho de 2006, a retração foi de 7% para o volume, sendo que, em faturamento, houve incremento de 8%.
Os exportadores nacionais têm tentado compensar a valorização cambial e a queda do volume de embarques com reajustes de preços. Mas isso acaba minando a competitividade do couro brasileiro e, conseqüentemente, interferindo negativamente nas vendas. Muitos curtumes estão trabalhando bem abaixo da capacidade normal, ora em função da reduzida oferta de matéria-prima, ora porque consideram os preços elevados. Ou por causa das duas coisas. É mais ou menos o que acontece com a carne bovina, cujas exportações também recuaram um pouco. Mas vale lembrar que, no caso do couro verde, a pressão dos curtumes derrubou os preços, conforme pode ser observado na tabela 1.
Já o boi gordo, trabalha em alta. Hoje, portanto, a pressão de custos está mais forte sobre os frigoríficos do que sobre os curtumes, isso analisando apenas o comportamento dos preços das matérias-primas.
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