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Pressões baixistas perdem força

Pressões baixistas perdem força


O mercado do couro verde está andando de lado, sendo que as pressões baixistas perderam a força. Primeiro, porque há pouco couro disponível no mercado. Nem o frio, nem a chuva e muito menos a valorização da arroba foram suficientes para sustentar um aumento na oferta de animais terminados e, consequentemente, de couro. Segundo, porque ninguém sabe onde o dólar vai parar. Ora sinaliza que vai cair até R$1,80, ora volta a trabalhar acima de R$1,90. Terceiro, porque o mercado, de acordo com boa parte dos curtumes consultados, voltou a se “movimentar”, principalmente para wet blue. Estão sendo registrados alguns pedidos novos por parte dos países asiáticos (China, Hong Kong e até Japão) e algumas consultas por parte de europeus, com destaque para a Itália, que já se preparam para a retomada dos negócios depois das férias. Por fim, os exportadores apontam que os preços do couro norte-americano, que vinham se retraindo em relação ao brasileiro, voltaram a firmar. Isso ajuda a sustentar a competitividade do produto nacional. Dessa forma, a tendência é que os preços do couro verde se mantenham estáveis, a não ser que ocorra um súbito e inesperado aumento de oferta e/ou que a taxa de câmbio volte a despencar, o que faria com que as pressões baixistas fossem retomadas. Aliás, vale destacar que no Brasil Central, no mercado de primeira linha, têm sido registrados negócios a R$2,15/kg. SEBO ESTACIONADO Assim como acontece com o couro, as cotações do sebo seguem estáveis. As últimas alterações foram registradas no início de julho, recuo de R$0,05/kg no Brasil Central e de R$0,10/kg no Rio Grande do Sul. Aliás, a demanda, por conta do frio, é considerada fraca, principalmente no Rio Grande do Sul, onde o mercado de sebo para biodiesel não se desenvolveu. De toda forma, em relação a julho de 2006, as cotações do sebo bovino reagiram 59% no Brasil Central e 28% no Rio Grande do Sul, como ilustra a tabela 1.
Somente para fins de comparação, o couro verde (comum), no mesmo período, reagiu 1% no Brasil Central, passando de R$1,39/kg para R$1,40/kg, e 19% no extremo Sul do País, saindo de R$1,77/kg para R$2,10/kg.
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