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Pouca oferta, mas as vendas não ajudam

Pouca oferta, mas as vendas não ajudam


Mais uma semana de preços estáveis para o couro verde. No Brasil Central a última alteração foi registrada em 12 de junho, um recuo de R$0,10/kg. Já no Rio Grande do Sul, a estabilidade se estende por mais de quatro meses. A última alteração data de 21 de março, um aumento de R$0,10/kg. Alguns curtumes do extremo Sul do País até tentam trabalhar com R$2,00/kg. Mas a oferta extremamente reduzida sustenta o preço referência em R$2,10/kg. Aliás, o boi no Rio Grande do Sul já alcançou R$72,00/@, o que faz com que os frigoríficos locais resistam a qualquer tentativa de desvalorização do couro verde. No Brasil Central, a pressão de baixa é ainda mais forte, apesar da oferta também se mostrar ajustada. A dificuldade de compra não é tão grande como no Rio Grande do Sul, mas há pouco couro verde disponível no mercado. De toda forma, os curtumes apontam que além da valorização do real, as vendas estão muito fracas, o que pode abrir espaço para a retração dos preços. No mercado interno, conforme foi comentado na semana passada, os setores moveleiro, têxtil e de calçados, que são os principais compradores de couro, estão em crise. No mercado externo, apesar do bom desempenho das exportações em termos de faturamento, o volume deixa a desejar. Veja a figura 1.
As perdas advindas da valorização do real fazem com que os curtumes reajustem os preços de exportação. Esses reajustes, por sua vez, limitam as vendas, pois o produto nacional perde um pouco de sua competitividade. Para a próxima semana a expectativa é de acirramento das pressões baixistas sobre o couro verde, sendo grande a chance de boa parte dos curtumes, principalmente no Brasil Central, “testarem” valores mais baixos.
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