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O início do mês traz fôlego ao mercado do boi gordo. Para o produtor de leite, o cenário deve seguir pressionado até o final do ano. No clima, as chuvas estão no radar.
Com a demanda aquecida e a oferta restrita, os preços da reposição em São Paulo seguem firmes, e a expectativa de recuperação das pastagens pode fortalecer mais o poder de barganha do vendedor neste trimestre.
No Sudeste, embora leves, as precipitações já contribuem para a recuperação hídrica, com tendência de intensificação e maior frequência nos próximos períodos.
Alta no preço do sebo bovino sustentado pela demanda aquecida de biodiesel e exportações.
Mesmo com queda no comparativo mensal, na quantidade de sacas de milho compradas com a venda de uma arroba de boi gordo, o cenário ainda é o segundo melhor dentro de 1 ano.
Até 29 de setembro, dados parciais do setor apontam para 294,7 mil toneladas embarcadas - maior volume mensal da história e, considerando dados a serem compilados, o setor deverá exportar mais de 300,0 mil toneladas de carne bovina in natura.
As chuvas irão se intensificar de forma gradual, com os maiores volumes concentrados na segunda quinzena do mês.
Nos dias 24 e 25 de setembro, a Scot Consultoria realizou o Encontro de Intensificação de Pastagens em Ribeirão Preto, no Centro de Eventos do Ribeirão Shopping. Foram dois dias de trocas de experiências e de busca pela intensificação dos sistemas produtivos brasileiros.
Em Mato Grosso, o poder de compra do pecuarista é o melhor dos últimos cinco anos, apesar do recuo em setembro.
O primeiro dia do Encontro de Intensificação de Pastagens contou com diversos investigadores trazendo um passo-a-passo do caso do sumiço do lucro.
Mesmo com safra recorde no Brasil e nos Estados Unidos, grandes produtores mundiais, os estoques finais no globo estão em seus níveis mais baixos dos últimos anos.
Dados parciais da secretaria do comércio exterior (Secex) divulgados hoje (22/9), apontam que o volume de carne bovina in natura poderá ser recorde para um único mês.
Com uma demanda interna enfraquecida, com a entrada da segunda quinzena, e uma oferta que garante escalas de abate confortável, a cotação para a arroba do boi gordo segue em queda.
Segundo dados da Pesquisa Pecuária Municipal, do IBGE, o rebanho de bovinos em 2024 foi de 238,2 milhões de cabeças, queda de 0,2% frente a 2023. Ainda assim, o segundo maior rebanho da série histórica.
No Centro-Oeste as chuvas voltam a se espalhar e finalmente alcançam Goiás, que enfrentava um longo período de estiagem.
O Brasil segue como o principal fornecedor de café do mundo. De janeiro a agosto de 2025 foram exportados cerca de 25,3 milhões de sacas de café para 112 países, um volume 20,8% menor do que no mesmo período do ano passado. O que tem mexido com os preços, com a oferta e com a demanda?
Volume exportado até a segunda semana do mês segue firme e acima da média embarcada em setembro de 2024.
O crescimento expressivo da captação este ano pode ser explicado devido a margens mais favoráveis ao produtor de leite, que estimularam investimentos na atividade, principalmente em nutrição. Além disso, a adoção de tecnologias tem mitigado os efeitos típicos da entressafra.
As escalas de abate avançaram com uma oferta confortável para o comprador na primeira quinzena do mês. A demanda por carne bovina, principalmente no mercado interno, não correspondeu às expectativas para o período - colaborando com a queda na primeira quinzena. A exportação, por outro lado, segue em bom ritmo e tem colaborado para que o viés de queda seja limitado.
As escalas de abate avançaram com uma oferta confortável para o comprador na primeira quinzena do mês. A demanda por carne bovina, principalmente no mercado interno, não correspondeu às expectativas para o período - colaborando com a queda na primeira quinzena.
Até o momento, o poder de compra do pecuarista em relação ao milho atingiu o maior nível dos últimos 13 meses.
Apesar das chuvas, Santa Catarina e o Norte e Leste do Paraná registram umidade do solo abaixo do normal, porém sem intensidade exagerada.
Carnes bovina, de frango e suína iniciam setembro com alta no volume embarcado na comparação com igual período do ano passado.
No curto prazo, deve ocorrer um aumento no volume de vendas, com uma expectativa de menor pressão negativa sobre os preços no varejo.
Com o mercado do coproduto lateralizado e os preços da arroba do boi gordo firmes, o poder de compra do pecuarista em Mato Grosso e em Goiás melhorou na comparação mensal.
A exportação de carne bovina in natura seguiu no ritmo de recorde para 2025, levando a boas expectativas para setembro. Dessa forma, aliada a demanda interna, trazem sustentação para a cotação do boi gordo no curto prazo.
Entrevista com o engenheiro agrônomo e mestre em Nutrição Animal e Pastagens, Luiz Gustavo Nussio
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Mercado do boi gordo: balanço da semana e perspectivas
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