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O governo norte-americano anunciou ontem (20/11) a suspensão da sobre tarifa aplicada à carne bovina brasileira.
Após o feriado, o mercado abriu frio. Alguns compradores não estavam operando hoje e, os que estavam, realizaram poucos negócios. Nesse sentido, as referências de preços continuaram as mesmas de quarta-feira.
Segundo Alcides Torres, da Scot Consultoria, a notícia sobre as novas medidas da China em relação à importação de carne bovina e seus impactos no mercado brasileiro pressionou a B3 por afetar diretamente a indústria exportadora, especialmente pelo corte de crédito aos importadores chineses, considerado o ponto mais preocupante.
Um olhar para a margem da indústria frigorífica e o potencial para o preço da arroba do boi gordo no fim de 2025.
A analista Juliana Pila, da Scot Consultoria, comentou o cenário do mercado de carne de frango no fim de 2025 em entrevista.
Apesar das especulações e das incertezas momentâneas relacionadas à salvaguarda de importação chinesa, no mercado físico os preços se mantiveram estáveis.
Apesar da incerteza decorrente do potencial de mudança nas salvaguardas de importação chinesa, o mercado físico manteve-se com preços estáveis. A maioria dos frigoríficos manteve as ordens de compra, dada a oferta ajustada de bovinos.
As exportações de carnes do Brasil tiveram comportamentos distintos da balança comercial na parcial divulgada nesta segunda-feira, 17, pela Secretaria do Comércio Exterior. Na comparação anual, apenas a carne bovina teve aumento no desempenho de sua exportação em relação ao ano anterior.
Como de costume, o mercado abriu a semana com poucos negócios.
O mercado global da carne bovina segue aquecido, com destaque para os Estados Unidos, Brasil e Austrália, que mantêm forte demanda e ritmo de exportações em níveis historicamente altos.
A semana terminou com estabilidade nas cotações de todas as categorias. Isso porque a maioria das indústrias esteve fora das compras.
As cotações não mudaram na comparação feita dia a dia. As escalas atenderam, em média, a oito dias, suficientes para suprir a demanda sem gerar excedentes. Houve oferta de boiadas, porém as compras estavam morosas.
As escalas de abate dos frigoríficos de pequeno porte estavam curtas, e as dos de grande porte, embora tenham conseguido alongá-las nos últimos dias, também estavam curtas. A maioria dos negócios com boi gordo e novilha aconteceu dentro das referências, mas ressalta-se que há negócios acima desses preços. Por outro lado, para a vaca, a maioria dos negócios aconteceu acima da referência, com uma alta de R$4,00/@.
Após o tarifaço, a queda do volume exportado aos EUA é notável, mas também é possível ver a reação nos últimos meses, mesmo com as tarifas. Isso sugere que a produção doméstica norte-americana está passando por uma crise.
Exportação de carne bovina in natura em outubro/25 foi a maior da história para um único mês. O volume exportado em novembro/25 segue aquecido e, se mantido, deverá romper os embarques de outubro, consolidando mais um recorde ao setor.
Nas praças pecuárias paulistas, as cotações não mudaram.
Normalmente, as segundas-feiras são marcadas por cotações estáveis, com poucos negócios, repetindo a cotação da sexta-feira.
Boletins regionais orientam a adubação de pastagens, mas apresentam limitações frente à complexidade dos sistemas produtivos e à dinâmica da fertilidade do solo.
A semana terminou com as cotações estáveis em São Paulo.
Após a alta do dia (5/11), as cotações permaneceram firmes, sem mudanças.
Com média de US$ 7 mil por tonelada, o país asiático pode se tornar novo destino da proteína ainda neste ano.
O mercado esteve com pouca oferta, principalmente de boiadas oriundas de pastagens. A ponta compradora relatou bons volumes de bovinos confinados, no entanto, a postura firme dos vendedores, que não negociaram abaixo das referências de mercado, resultou em uma oferta comedida.
Participação, em porcentagem, da exportação de carne bovina in natura dentro da produção de carne do Brasil
Novembro está sendo e será um mês com palestras e de uma rica troca de experiências, A Scot Consultoria, através de seu time de analistas está e estará percorrendo o Brasil para apresentações e debates sobre o mercado agropecuário nacional.
Poucas indústrias encontravam-se fora de compras e, as que estavam ativas, possuíam ofertas de compras dentro das referências.
O primeiro dia útil do mês começou com poucos negócios. A oferta contida e a expectativa de melhora no escoamento da carne neste período têm mantido o mercado firme.
Outubro terminou com a cotação do boi gordo firme e em alta, sustentada pela exportação e pela oferta limitada.
O Brasil mudou, passando de exportador de excedentes da produção para produtor para o mercado externo.
Após a alta em todas as categorias no dia anterior (29/10), as cotações permaneceram firmes, mas sem mudanças.
O volume médio diário exportado na parcial de outubro, de 15,4 mil toneladas, está 25,0% acima do embarcado por dia em outubro de 2024.
Entrevista com o zootecnista,Joanis Tilemahos Zervoudakis
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